beco dos prazeres

draw your freedom

Posted in ilustração by sophia on July 16th, 2008

the prison | jeremyville | mumble magazine

1,2,3

Posted in Uncategorized by sophia on February 23rd, 2008

                        

se o dia me corre mal nada como ver em detalhe aquela língua. se o dia está bom nada como ir dizer olá. se o dia está a ser excelente então é porque ele deve andar por lá a fazer companhia. ‘nem sei como é que tens um cão preto. devia ser branco. com essa tua tara.’ ‘ahhhh mas o eirik kruder tinha que ser negro como a noite, louco como só ele e lindo. ele já era preto antes de ter nascido.’

inimizades de proletariado.

Posted in Uncategorized by sophia on February 20th, 2008

estava aqui portanto o inimigo, livre e limpo, com o seu fato de ver a deus, debaixo do braço tinha um livro de comércio, contendo pravavelmente o registo de salários e de serviço do fogueiro, e fitava todos os olhos por ordem, dando a entender ousadamente que queria acima de tudo perscutar a disposição de cada um deles.

o fogueiro, um fragmento | franz kafka | tradução e introdução de álvaro gonçalves | der heiger | 2002

talvez ao ouvido.

Posted in Uncategorized by sophia on February 20th, 2008

gostaria de ter prendido as mãos esvoaçantes para evitar ser alvo de agressão, teria preferido encostá-lo ao canto para lhe segredar algumas palavras tranquilizadoras que mais ninguém teria que ouvir.

o fogueiro, um fragmento | franz kafka | tradução e introdução de álvaro gonçalves | der heiger | 2002

iluminismo. humanismo.

Posted in Uncategorized by sophia on February 20th, 2008

não te dei, ó adão, nem rosto, nem lugar que te seja próprio, nem qualquer dom particular, para que teu rosto, teu lugar e teus dons os desejes, os conquistes e sejas tu mesmo a possuí-los. encerra a natureza outras espécies, em leis por mim estabelecidas. mas tu, que não conheces qualquer limeite, só mercê do teu arbítrio, em cujas mãos te coloquei, te defines a ti próprio. coloquei-te no centro do mundo, para que melhor pudesses contemplar o que o mundo contém. não te fiz nem celeste nem terrestre, nem mortal nem imortal, para que tu, livremente, tal como um bom pintor ou um hábil escultor, dês acabamento à forma que te é própria.

oratio de hominis dignitate | pico de mirândola

postal ilustrado

Posted in Uncategorized by sophia on February 17th, 2008
são pedro de moel

i’ll take it by your side*

Posted in Uncategorized by sophia on February 17th, 2008
foz do arelho

*without you i’m nothing | without you i’m nothing | placebo | 1998

quando visto de uma praia, o mar é azul porque reflecte o céu

Posted in Uncategorized by sophia on February 17th, 2008

foz do arelho

Algumas partículas e moléculas da atmosfera (algumas resultando de poluição atmosférica) têm a capacidade de difundir a radiação solar em todas as direcções. Certas partículas são mais efectivas a difundir luz com um determinado comprimento de onda de luz (é a difusão selectiva - difusão de Rayleigh). É o caso das moléculas do ar, como o oxigénio e o azoto, que são de pequena dimensão e por isso difundem com mais eficiência luz com comprimentos de onda curtos (azul e violeta). [...] Quando visto de uma praia, o mar é azul porque reflecte o céu. wikipedia

embalos

Posted in Uncategorized by sophia on February 17th, 2008

marina | figueira da foz

100.

Posted in Uncategorized by sophia on February 16th, 2008

100. jantar com as comadres não é uma obrigação…é uma necessidade.

60.

Posted in Uncategorized by sophia on February 16th, 2008

60. o que falta espera pacientemente secar. e lá têm que ouvir de tempos a tempos ‘ai o que tu fizeste aos santos’.

valentine’s day card

Posted in Uncategorized by sophia on February 14th, 2008

Sharing meals has always been an important courtship ritual and a metaphor for love.

i love you, but you love meat, kate murphy, 13 feb 08, the new york times

the sun might shine

Posted in Uncategorized by sophia on February 4th, 2008
stephan pastis, pearls before swine

contabilidade 07-08

Posted in personal by sophia on January 18th, 2008
carolina                                                  beatriz

the sticker | jeremyville

Posted in ilustração by sophia on January 18th, 2008

the sticker | jeremyville | mumble magazine

you’re waking up a part of me i never known*

Posted in Uncategorized by sophia on October 12th, 2007

 

nazaré | 9 outubro 2007

*chemistry of a car crash | shiny toy guns | we are pilots | 2007

terra de ninguém.

Posted in Uncategorized by sophia on October 12th, 2007

 

vila real

montes de.

Posted in Uncategorized by sophia on October 12th, 2007

 

vila real

do imaginário.

Posted in Uncategorized by sophia on October 12th, 2007

 

mosteiro da batalha | batalha

um. dois. três. dias.

Posted in Uncategorized by sophia on October 12th, 2007

 

castelo de leiria | leiria

andando.

Posted in Uncategorized by sophia on October 12th, 2007

 

leiria

retiro.

Posted in Uncategorized by sophia on October 10th, 2007

 

leiria

[we are pilots] shiny toys guns

Posted in Uncategorized by sophia on September 21st, 2007

hello little boys, little toys…gonna fuck up your ego, silly boy gonna make you cry.*
as road trips andam são cada vez mais esteticismos fotográficos. we’re such camera whores.

*le disko | we are pilots | shiny toy guns | 2007

beeing paris hilton

Posted in Uncategorized by sophia on September 20th, 2007

 

mercado negro | aveiro | 19 set 2007

verde que te quero verde.

Posted in Uncategorized by sophia on September 20th, 2007

 

aveiro | 19 set 2007

diva departure

Posted in Uncategorized by sophia on September 20th, 2007

 

mercado negro | aveiro | 19 set 2007

without you i’m nothing

Posted in Uncategorized by sophia on September 20th, 2007

 

mercado negro | aveiro | 19 set 2007

red lounge

Posted in Uncategorized by sophia on September 20th, 2007

 

mercado negro | aveiro | 19 set 2007

 

moleskine #7

Posted in Uncategorized by sophia on September 12th, 2007

é pá. hipoteca!
são só 2 contos! compra lá essa cena!
truuuuuuta ou vens beber agora ou daqui a pouco tens que nadar a seco.
vá!!! paga, são…..60 escudos. ééééééé. ei! é dinheiro!
ahahahahahahah tás lixado….vão ser uns 15 contos. oh pá. não tenho dinheiro.
vá, mais um de moscatel para acabar a garrafa. e depois? calma… há beirão.
mete uns lacinhos na cerveja. tão linda..oh só para a foto.
não gosto disto pá. quer dizer levo um tiro e ainda pago. tá mal.
eu quero ficar na cadeia, deixa-me lá estar. enquanto lá estou não para em sítios para pagar
já não tenho nada para hiptecar!!!
ahh bem. tu minha felpa estás de férias mas eu não e já são 5 da manhã.
dá aí uma de 5 contos. e troca esta de 50 escudos.

get off.

Posted in Uncategorized by sophia on September 12th, 2007

the spinning top made a sound like a train across the valley fading, oh so quiet but constant ’til it passed. over the ridge into the distances written on your ticket to remind you where to stop and when to get off. até dá para contar as pedras. maravilha de dias de sol.

the build up | kings of convinience | riot on an empty street | 2004

chici senhor.

Posted in Uncategorized by sophia on September 12th, 2007

- chichi senhor major chichi um chichi lindo
de olho apagado no tecto, com duas ou três farripas nos craniozinhos pilados, indiferentes à beleza de esvaziar a próstata, à estética da uretra, à formosura da filtragem renal, os cadáveres empilhados em sofás como as cadeiras de pernas para o ar em cima das mesas nas cervejarias fechadas

o manual dos inquisidores | antónio lobo antunes

cinco centímetros acima do chão

Posted in Uncategorized by sophia on September 11th, 2007

nem sequer o cinzento tomou conta dos dias. porém já lá estou. so baby kiss me like a drug, like a respirator and let me fall into the dream of the astronaut where I get lost in space that goes on forever. and you make all the rest just an afterthought. and I believe it’s you who could make it better. espero levitar? do mal o menos. já sonho que consigo voar.

it’s not | aimee mann | lost in space | 2002

[wall and piece] banksy

Posted in Uncategorized by sophia on September 2nd, 2007

they exist without permission. they are hated, hunted and persecuted. they live in quiet desperation amongst the filth. and yet they are capable of bringing entire civilisations to their knees.
if you are dirty, insignificant and unloved then rats are the ultimate role model.

wall and piece | banksy | 2005

copyright is for losers

ouvir os outros #5

Posted in imprensa, living, personal by sophia on August 24th, 2007

Adoro médicos. Cada vez gosto mais de médicos e os seus antibióticos e anti-inflamatórios. Às vezes pergunto-me para que servem. O homeopata e a astróloga ao menos fingem que se preocupam. O médico é uma espécie de prostituta com diploma e com conhecimentos ainda mais avançados de anatomia. Se há dinheiro, tudo bem, não há dinheiro, desampara a loja e vai esperar 3 meses pela consulta, pode ser que morras até lá. Um lobbie feroz e o juramento estilo Irmandade do Anel ou Harry Potter, tudo serve para dar mais brilho ao acto de receitar o anti-inflamatório e o antibiótico e fazer um ar grave perante os batimentos cardíacos da vida. Depois temos a internet para diagnosticar o que ela tem e subsituir os médicos (mais de 6 especialistas num ano, todos com diagnósticos diferentes). É giro, é uma espécie de bingo de sintomas. Qualquer pessoa pode descobrir que está doente com base em sintomas da net. Você pensa que está bem de saúde? Pense duas vezes, vá à Internet e descubra a doença que tem, há doenças para todos os gostos. Os médicos fariam o mesmo se ao menos soubessem usar um computador.

esta é para ti ;)

ela está sempre doente | o nascer do sol |lourenço bray | 12 agosto 2007

i really don’t care

Posted in arte, living by sophia on August 17th, 2007

david shirgley

be yourselves, girls, order the rib-eye

Posted in imprensa, living by sophia on August 9th, 2007

Martha Flach mentioned meat twice in her Match.com profile: “I love architecture, The New Yorker, dogs … steak for two and the Sunday puzzle.”

She was seeking, she added, “a smart, funny, kind man who owns a suit (but isn’t one) … and loves red wine and a big steak.”

The repetition worked. On her first date with Austin Wilkie, they ate steak frites. A year later, after burgers at the Corner Bistro in Greenwich Village, he proposed. This March, the rehearsal dinner was at Keens Steakhouse on West 36th Street, and the wedding menu included mini-cheeseburgers and more steak.

Ms. Wilkie was a vegetarian in her teens, and even wore a “Meat Is Murder” T-shirt. But by her 30s, she had started eating cow. By the time she placed the personal ad, she had come to realize that ordering steak on a first date had the potential to sate appetites not only of the stomach but of the heart.

Red meat sent a message that she was “unpretentious and down to earth and unneurotic,” she said, “that I’m not obsessed with my weight even though I’m thin, and I don’t have any food issues.” She added, “In terms of the burgers, it said I’m a cheap date, low maintenance.”

Salad, it seems, is out. Gusto, medium rare, is in.

Restaurateurs and veterans of the dating scene say that for many women, meat is no longer murder. Instead, meat is strategy. “I’ve been shocked at the number of women actually ordering steak,” said Michael Stillman, vice president of concept development for the Smith & Wollensky Restaurant Group, which opened the restaurant Quality Meats in April 2006 on West 58th Street. He said Quality Meats’ contemporary design and menu, including extensive seafood offerings, were designed to attract more women than a traditional steakhouse. “But the meat is appealing to them, much more than what I saw two or three years ago at our other restaurants,” Mr. Stillman said. “They are going for our bone-in sirloin and our cowboy-cut rib steak.”

In an earlier era, conventional dating wisdom for women was to eat something at home alone before a date, and then in company order a light dinner to portray oneself as dainty and ladylike. For some women, that is still the practice. “It’s better not to have a jalapeño fajita plate, especially on the first date,” said Andrea Bey, 28, who sells video surveillance equipment in Irving, Tex., and describes herself as “curvy.” “You don’t want to be labeled as ‘princess gassy’ on the first date.”

But others, especially those who are thin, say ordering a salad displays an unappealing mousiness.

“It seems wimpy, insipid, childish,” said Michelle Heller, 34, a copy editor at TV Guide. “I don’t want to be considered vapid and uninteresting.”

Ordering meat, on the other hand, is a declarative statement, something along the lines of “I am woman, hear me chew.”

In fact, red meat on a date has become such an effective statement of self-acceptance that even a vegetarian like Sloane Crosley, a publicist at Random House, sometimes longs to order a burger.

“Being a vegetarian puts you at a disadvantage,” Ms. Crosley said. “You’re in the most basic category of finicky. Even women who order chicken, it isn’t enough.” She said she has thought of ordering shots of Jägermeister, famous for its frat boy associations, to prove that she is “a guy’s girl.”

Everyone wants to be the girl who drinks the beer and eats the steak and looks like Kate Hudson,” Ms. Crosley, 28, said.

Not all red meat, apparently, is equal in the dating world. The mediums of steak and hamburger each send a different message. Dropping into conversation the fact that steaks of Kobe beef come from Wagyu cattle, but that not all steaks sold as Wagyu are Kobe beef, demonstrates one’s worldliness, said Gabriella Gershenson, a dining editor at Time Out New York. It holds the same currency today that being able to name Hemingway’s four wives held in an earlier era.

Hamburgers, she added, say you are down-to-earth, which is why women rarely order those deluxe hamburgers priced as high as a porterhouse.

“They’re created for men who want to impress women, so they order the $60 burger, then they let the woman taste it,” Ms. Gershenson said. “The man gets to show off his expertise and show that he can afford it.”

When Paris Hilton was arrested for driving under the influence, she announced that she had been on her way to In-N-Out Burger, the Southern California chain revered for its gut-busting Double-Double, as if trying to satisfy a craving for two slabs of meat and cheese was an excuse for drunken driving that anyone could understand. And twice last year, Nicole Richie, persistently facing rumors that she suffered from an eating disorder, was photographed biting into burgers in Los Angeles, an effort that seemed designed to demonstrate her casualness toward calories.

Of course, there are always those rare women who order what they want and to heck with what a man might think.

Saehee Hwang, 30, a production director at Artnet.com, found herself out with friends at DuMont restaurant in Williamsburg, Brooklyn, when she started feeling attracted to a new guy in the group. She said she had wanted to order a burger, but started having second thoughts. “I didn’t want to appear too much of a carnivore,” she said. “It might be off-putting.”

But then she decided she should not change her order to fit a preconceived idea of what a man might want. She ordered the house specialty, a half-pound of beef on a toasted brioche bun with Gruyère cheese. “We started dating afterward,” Ms. Hwang said. “And he told me he liked the fact that I ordered the burger.”

What about when the tables, so to speak, are reversed? Can a man order a juicy New York strip on the first date and make a good impression? Gentlemen, be careful. Real men, it seems, must eat kale.

“When a guy sits down and eats something fatty and big, you wonder if they eat like that all the time,” said Brice Gaillard, a freelance design writer. “It crosses my mind they’ll probably die early.”

be yourselves, girls, order the rib-eye | ellen salkin | the new york times | 9 agosto 2007

já te berrei isso ao vento. nada.

Posted in living, livros by sophia on August 9th, 2007

e todas as outras pessoas presentes aqui não valem nada.

o fogueiro, um fragmentor | tradução e introdução de álvaro gonçalves| franz kafka | 2002

mas já.

Posted in living, livros by sophia on August 9th, 2007

oh, vá-se embora, vá-se mas é embora daqui. não o quero aqui. em vez de estar a ouvir-me, dá-me conselhos.

o fogueiro, um fragmento | tradução e introdução de álvaro gonçalves| franz kafka | 2002

divisão de águas

Posted in living, livros by sophia on August 8th, 2007

- o amor é melhor do que a sabedoria – exclamou. – e a sereiazinha ama-me.
- mas nada há melhor do que a sabedoria – disse a alma.
- o amor é melhor – respondeu o pescador, e mergulhou nas profundidades do mar, e a alma afastou-se, chorando, pelos pântanos.

o pescador e a sua alma |o fantasma dos canterville (e outros contos)| tradução de jorge silva melo | oscar wilde | 2002

pecado capital n.º

Posted in living, livros by sophia on August 8th, 2007

the reason death sticks so closely to life isn’t biological necessity – it’s envy. life is so beatiful that death has fallen in love with it, a jealous, possessive love that grass at what it can.

life of pi | yann martel | 2001

still only and ready for the ride

Posted in living, livros by sophia on August 8th, 2007

and then, before he told me, i knew what it was. the old ptitsa who had all the kots and koshkas had passed on to a better world in one of the city hospitals. i’d cracked her a bit too hard, like. well, well, that was everything. i thought of all those kots and koshkas mewing for moloko and getting none, not any more from their starry forella of a mistress. that was everything. i’d done the lot, now. and me still only fifteen.

a clockwork orange | anthony burgess | 1962

a sífilis

Posted in imprensa, personal by sophia on August 1st, 2007

Alma bendita, amor de Deus, benditas sois vós mulheres
no leito nupcial e voluptuoso. Festins dionisíacos, orlados
a ouro, vinho e esperma. A carne é fraca e faz mal ao coração!

como eu entendo o fascinío por esta maleita que infelizmente não assola os dias modernos. menos diazepam por favor, mais sífilis se faz favor. um poema do deus da maquina via maria pernilla, um blogue que é um achado, em vários sentidos possíveis.

a sífilis | o deus da maquina | maria pernilla

my body is a cage | arcade fire

Posted in living, música, personal by sophia on July 20th, 2007

esta é soberba, épica como convém a estes canadianos. e desta bíblia é o único versículo que leio. o resto são palavras vãs ao vento. my body is a cage, we take what we’re given. just because you’ve forgotten doesn’t mean you’re forgiven. sempre me soube pouco religiosa. deus sabe que não era agora que ia mudar.

my body is a cage | neon bible | arcade fire | 2007

is it a dead shark in the tank?

Posted in imprensa by sophia on July 20th, 2007

In August, the shark in formaldehyde — Damien Hirst’s signature work — will come to the Metropolitan Museum of Art, on loan from Steven A. Cohen, a hedge fund trader and art collector. Mr. Hirst’s shark, whose proper name is “The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living,” is usually called a piece of conceptual art. So when you go to visit the shark (actually the second to be entombed in this vitrine) it will be worth considering the entire scope of the conceptualism surrounding it.

First, you will have to shelve any objections you might have to the idea of killing a female tiger shark in the interests of Mr. Hirst’s career. You might even wonder whether the catching of the shark, somewhere off the coast of Australia, wasn’t in its own way more artful than the shark’s lamentable afterlife suspended in formaldehyde.

But the real concepts here are money and reputation. It may appear as if Mr. Cohen is doing the Met a favor by lending this work. In fact, it is the other way around. The billionaire, number 85 on the most recent Forbes 400 has been collecting art at a furious rate since 2000, and he is being courted by museums in the way that prodigiously wealthy collectors have always been courted. Part of that courtship is, of course, endorsing and validating the quality of the collector’s eye. The only defense against the skewing of the art market created by collecting on Mr. Cohen’s scale is to appropriate the collector himself.

The difference in this case is Mr. Hirst, who has gone from being an artist to being what you might call the manager of the hedge fund of Damien Hirst’s art. No artist has managed the escalation of prices for his own work quite as brilliantly as Mr. Hirst. That is the real concept in his conceptualism, which has culminated in his most recent artistic farce: a human skull encrusted in diamonds.

You may think you are looking at a dead shark in a tank, but what you’re really seeing is the convergence of two careers, the coming together of two masters in the art of the yield.

dumping the shark | the new york times | editorial | 20 jul 2007

stringenz des wahnsinns | mittekill

Posted in living, música, personal by sophia on July 16th, 2007

say hi, say ho, it’s kitty-yo. dos mittekill dizem: ‘like musical magpies, jan hohmann aka neurot and friedrich ‘freedarich’ greiling have collected all that glitters and all that’s gold about the 20th century’s sonic landscape. the best of your 80s collection takes on laptop loops with the odd ghetto glitch.’ e a ser assim então vai-se aqui e confirma-se. e fica-se viciado no ponto 5 e 6. it’s a kitty-yo goodie. for boys and girls.

stringenz des wahnsinns | mittekill | 2007

back to black | amy winehouse

Posted in living, música, personal by sophia on July 10th, 2007

em noite de regresso ao necessário negro uma banda sonora na mesma linha. se é de preto que se gosta entã bebámos um copo por isso. we only said good-bye with words, i died a hundred times. you go back to her and I go back to black*. ou talvez nem isso.

*back to black | back to black | amy winehouse | 2006

typical

Posted in fotografia, imprensa by sophia on July 9th, 2007

casey kelbaugh

It was 9 p.m. on Saturday, and Lián Amaris Sifuentes was taking her time getting ready for a date, doing the usual things: looking in the mirror, taking a disco nap, drinking a glass of wine.

Sure, as Yeats said, women must labor to be beautiful, but you would think Ms. Sifuentes would labor a little more quickly, considering that she was doing all of this on a traffic island at the southeast corner of Union Square. Ms. Sifuentes (…) said that was one of the ideas behind this piece, “Fashionably Late for the Relationship”: drawing attention to the private feminine ritual not only by performing it in full view of the Manhattan public, but also by performing it deliberately.

Very deliberately.

On a set resembling an old-fashioned boudoir, containing a chaise and a vanity and strewn with dresses and shoes, Ms. Sifuentes is going through the predate exercises, only she is stretching them out, by moving very, very slowly, which is to say not moving much at all. To prepare for a date it will take her 72 hours, from midnight Friday to midnight tonight.“So she’s getting ready for a date?” he asked an assistant. (…) Yes, the assistant said. “And it takes her three days to get ready. ”Yes, the assistant said.The man sniffed. “Typical.”

she’s got a date and only 72 hours to prepare | campbell robertson | the new york times | 9 julho 2007

the company they kept - writers on unforgettable friendships

Posted in livros by sophia on July 9th, 2007

Without the affection that runs through these memoirs, they would be lifeless. Without the literary judgments they imply, they would be hollow. In each one, high critical standards count for practically everything but are seldom stated. In such company it isn’t necessary.*

don’t judge a book by it’s cover. always heard that. sure do. but this has a cover that goes with the guts. quest for the summer. and a must read.

*the company they kept - writers on unforgettable friendships | edited by robert b. silvers & barbara epstein | the new yor review of books | 2006

interpol | sbsr

Posted in fotografia, living, música by sophia on July 8th, 2007

perfeito. milimétrico. irrepreensível.

interpol | 13.º festival super bock super rock | 5 julho 2007

scissor sisters | sbsr

Posted in fotografia, living, música by sophia on July 8th, 2007

JAKE JAKE JAKE! tempo de revisões de matéria. e desta vez com espaço para dançar, dançar, dançar, dançar, dançar. se tive vontade em abril consegui satisfazê-la em julho. com jake imparável e ana a fazer as honras da casa. i love our giant cock. and lesboa.

scissor sisters | 13.º festival super bock super rock | 5 julho 2007

tv on the radio | sbsr

Posted in fotografia, living, música by sophia on July 8th, 2007

o coração batia mais forte. intenso. lindo, lindo, lindo. é o que se diz quando não se consegue dizer mais nada. mas quando se consegue pondera-se que se perdeu muito por os instrumentos se terem sobreposto às vozes. e tv on the radio são as vozes. só lá faltou o mr. grieves. and i still believe in him. oh yes i do.

tv on the radio | 13.º festival super bock super rock | 5 julho 2007

the gossip | sbsr

Posted in fotografia, living, música by sophia on July 8th, 2007

uma curiosidade por culpa de um amigo pop. uma surpressa tão positiva quanto intensa. aquela voz, aquele delírio de conversa com o público. a presença em palco. e a música. curiosidade satisfeita. gosto criado.

the gossip  | 13.º festival super bock super rock | 5 julho 2007

x-wife | sbsr

Posted in fotografia, living, música by sophia on July 8th, 2007

não me canso do som sujo. tempos houve em que julgava que nunca tinha assistido a um concerto deste trio com boa qualidade de som. muitos concertos depois sei que a influência punk não têm nada a ver com qualidade de som. têm a ver com atitude.

x-wife  | 13º. festival super bock super rock | 5 julho 2007

micro audio waves | sbsr

Posted in fotografia, living, música by sophia on July 8th, 2007

sabem o que fazem e fazem-no bem. push doooownnn gently

micro audio waves  | 13.º super bock super rock | 5 julho 2007

andrew bird | teatro académico de gil vicente

Posted in fotografia, living, música by sophia on July 5th, 2007

de vez em quando até me esqueço das coisas.

andrew bird | teatro académico de gil vicente | 30 maio 2007

does it fit?

Posted in arte, fotografia, living, música, personal by sophia on July 4th, 2007

laurent | wooster collective

de pedaços de cores. em horas só com tonalidades de negro. nem sempre com os ângulos mais rectos. this scene is dead, but i’m still restless. an hour or so until last call, i guess i shouldn’t even be here, much less drinking myself into excess. i’m not going home till i’m done. well come on, we can’t go on. well come on, we can’t go on. well come on, you can’t go home. the night is young, i’m blacking out but it’s been fun.* i’ve just missed a spot.

*this scene is dead |with love and squalor| we are scientist | 2005

pedras

Posted in fotografia, personal by sophia on July 1st, 2007

aqui em pedra, de ninfas e amores trágicos. talvez perto seja de existência real e sofrida. nua ainda.

ignorance | philip larkin

Posted in poesia by sophia on July 1st, 2007

Strange to know nothing, never to be sure
Of what is true or right or real,
But forced to qualify or so I feel,
Or Well, it does seem so:
Someone must know.

Strange to be ignorant of the way things work:
Their skill at finding what they need,
Their sense of shape, and punctual spread of seed,
And willingness to change;
Yes, it is strange,

Even to wear such knowledge – for our flesh
Surrounds us with its own decisions –
And yet spend all our life on imprecisions,
That when we start to die
Have no idea why.

ignorance | the whitsun weddings | philip larkin

exílio | quinteto tati

Posted in living, música, personal by sophia on June 25th, 2007

são rumbas. salsa. é jazz. são vielas e ruas de fim de tarde. são noites mal dormidas. são senhoras à beira da esquina que espreitam o amor dos casais. são tascas e bancos de jardim. é música meu senhor. é música. e um copo de moscatel bem fresco.

com 23 anos já não faço planos: para quê?*

* rumba dos inadaptados (ou a morte do jovem contribuinte) | exílio | quinteto tati | 2004

sam’s town

Posted in living, música, personal by sophia on June 25th, 2007

Why do you waste my time is the answer to the question on your mind*

A inevitabilidade da vida é tramada. Os anos passam e não há nada que uma gaja possa fazer contra isso. Os anos ainda por cima são sacanas. Pesam e marcam.

Os homens amadurecem. As mulheres envelhecem. Homens com mais de 40 anos são charmosos e uns cabelos grisalhos, o saber estar na vida e a segurança de já há muito saber quem se é pode ser bastante atractivo (é claro que também existem umas excepções lixadas). Mulheres depois dos 35 precisam de se esforçar para não parecer ter mais de 30 anos e mesmo assim.

É claro que se despreza o que se aprende durante muito anos. Uma mulher depois dos 35 já aprendeu mais que o suficiente para poder desfrutar bastante da sua vida. Isto claro se entretanto não tiver sido insana ao ponto de achar que apensas os estatutos casada e mãe lhe garantem o direito de se auto intitular mulher. Mas a que propósito o peso dos anos?

Que pode ser pior que olhar para trás e ver que se desperdiçou tempo e oportunidades?

Sou sincera ao ponto de dizer que existiram alturas em que me apeteceu fazer muita coisa e não pude. E olhando para trás devia tê-lo feito. Se eu adivinhasse, ai se eu adivinhasse.

Mas esta inevitabilidade do tempo está relacionada com os últimos aniversários comemorados no seio da confraria. 24 anos meninas. Umas mais depressa, outras ainda a bastantes meses de distância mas a verdade é que este é o o aniversário que nos faz pensar nos 25. Merda para os números redondos. (a não ser que fossem uns 25 milhões de euros que me dava um jeito…) Números redondos. Ok, pensar nisto. Será que é por estar a chegar a estas idades mais criticas? Ou é por causa das coisas que nos rodeiam? É quase assutador que boa parte das pessoas à nossa volta se estejam a casar, fazer planos para isso, noivos e o diabo a sete relacionado com o matrimónio. Considerando que é tudo malta da nossa idade e até andamos mesmo com eles na escola e tudo o que pensar? É da idade? As gajas sentem necessidade disso? De serem esposas? Mães? Será que é mesmo possível que as resistentes que não se querem metidas em semelhante situação é que sejam os bichos raros? Será que olhar para o futuro e não querer ver marido/gajo/companheiro é estranho? Ficar para tia já não fico. Já sou. Pelo menos isso.

O mais estranho é saber que por estes dias sou a única de 4 primos que não têm um filho em existência ou a caminho. A juntar a uma existência deliberadamente boémia que não liga nada bem com ser-se adulto. E mais. Parece que tenho um ar juvenil.

Congruente o suficiente comigo mesma para manter a mesma opinião desde sempre. Crescer? No thank you! Se bem que o facto de ser tia por esta altura alterou grande parte das certezas que tinha na vida. É isto um sinal que tenho que alterar os planos? Não me parece. F.E.P.O. Rocks!

* sam’s town | sam’s town | the killers | 2007

facing my bag!

Posted in fotografia, living, personal by sophia on June 25th, 2007

ao ver este post no notebookism dei por mim a pensar no conteúdo, não dos meus bolsos, mas da minha mala. até porque nos bolsos nunca trago nada. já na mala costumo abusar. e com isto descobre-se um projecto russo: face your pockets. os objectos que nos acompanham. ok, costumo trazer coisas nos bolsos. moedas, recibos e talões de multibanco.

coisas que nunca largo e que saem sempre comigo? o moleskine e lápis n.º 2 faber-castell (grazie d.). um livro, o que estiver a ler no momento. a agenda. canetas avulsas. a carteira com dinheiro e o cartão (somos sempre reflexo do mundo em que vivemos). o telemóvel. chaves, de casa, do choco. pastilhas e pacotes de acúcar. lenços de papel e lip gloss. óculos de sol e óculos para ler. a cigarreira com o isqueiro e o bichinho conhecido pelo resto do mundo como ipod. e a máquina fotográfica. e a carteira com os documentos que andam algures perdidos pelo carro neste momento. e a agenda de contactos que está em reformulação.

sim, eu abuso. mas jesus is my homeboy.

i u she | peaches

Posted in living, música, personal by sophia on June 14th, 2007

I don’t have to make the choice, I like girls and I like boys
I don’t have to make the choice, I like girls and I like boys
I don’t have to make the choice, I like girls and I like boys
I don’t have to make the choice, I like girls and I like boys
I don’t have to make the choice, I like girls and I like boys
I don’t have to make the choice, I like girls and I like boys
I don’t have to make the choice, I like girls and I like boys
I don’t have to make the choice, I like girls and I like boys

ponto.

i u she | fatherfucker | peaches | 2003

a passar.

Posted in living, música, personal by sophia on June 14th, 2007

embalar tardes. embalar descansos. marcar o ritmo para o futuro. depois da tempestade a acalmia. esperemos a ausência do olho do furacão.

elis & tom | elis regina & antónio carlos jobim | 1974

fact:

Posted in living, personal by sophia on June 14th, 2007

apetece-me meter nojo e fazer post’s avulsos só para poder mostrar os meus brinquedos.

happy ending

Posted in living, música, personal by sophia on June 13th, 2007

this is the way you left me/i’m not pretending /no hope, no love, no glory/no happy ending/ this is the way that we love/ like it’s forever/ then live the rest of our life/ but not together*

Os retratos das mulheres mostram-nas como sendo seres eminentemente emocionais. Amam acima do desejo e se desejam é porque amam. É claro que este retrato já está francamente ultrapassado. Por vezes até demais. Estão as mulheres no ponto em que querem tanto ultrapassar este estigma emocional que se dispõem a ser objectos sexuais?

Provavelmente para algumas é verdade. A necessidade de não serem provincianas, terceiro mundistas, pré qualquer coisa muito retrógada conduz a um caminho acidentado, sem indicações. Muitas perdem-se por ermos inabitados. E a solidão doí.

Porém, há aquelas que nunca passaram por esse estigma. O amor é muito lindo mas sem desejo não há nada. Mais, o desejo é condição essencial para dar lugar a sentimentalismos baratos. Ou caros. Gostar ainda é caso para ser muito caro. Mas isso é outra questão.

De volta ao desejo. Desejar e ser desejada. Ponto. E quando acaba? Agarrar-se ao gostar? É impossível. As pequenas coisas tomam conta e de um momento para o outro nada faz sentido. As relações são pequenas vidas autónomas. Nascem, crescem e morrem. Neste estádio é necessário fazer-se o que é sanitário. Enterrar-se a relação. E de preferência longe e bem fundo. E aqui entra em campo as ideias pré-concebidas. Os homens terminam as relações. As mulheres sofrem, nem sempre em silêncio, arrastam-se chorosas durante dias, semanas, meses. E nunca ultrapassam uma separação. Que elas existem é uma verdade. E são suficientemente deprimentes para aborrecer todas as pessoas à sua volta. Felizmente o oposto é flagrantemente real.

As mulheres acabam relações que não são satisfatórias. Somos egoístas, nada mais verdade. Se não funciona na cama, esquece. E se não funciona fora dela há duas hipóteses. Ou funciona nela e faz-se o esforço ou então esquece. Bem vistas as coisas há que ser exigente. Se não funciona, não funciona.

Nesta exigência há sempre danos colaterais e são os homens. São abandonados como velhas bonecas de trapos que deixaram de fazer sentido. Bonecas de trapos que são descem à infantilidade e berram, choram, não entendem. Como é que uma coisa que corria tão bem pode mudar tão depressa?

Os sinais até podem estar lá todos mas recusam-se a ser homens e vestem a pele de mulherzinha. E quando as coisas acabam as mulherzinhas fazem o seu espectáculo. Afiam as unhas, afiam ainda mais a língua e atiram ao ar tudo o que se lembram. Houve uma altura em que pensei que tinha entrado na idade adulta por terminar as coisas de forma racional e por conseguir manter amizades para além de uma relação. Tudo bem, pseudo relações. Mas acho que só somos adultos quando nos rodeamos de adultos. Serão as mulheres cruéis por saber acabar as coisas com graciosidade? Ou já que as mulheres tomaram o lugar dos homens em tantos campos eles sentem-se capazes de tomar o reduto da emocionalidade? Existem finais felizes?

*happy ending | life in cartoon motion | mika | 2006

moleskine #6

Posted in living, música, personal by sophia on June 6th, 2007

a frase que mais ouço por estas noites é sintomática. não sejas estúpida!

de dia your mouth is open wide, the lover is inside and all the tumults done. collided with the sign. you’re staring at the sun, you’re standing in the sea, your body’s over me* é companhia. há que dar bom uso ao brinquedo.

mas agora já durmo. e bastante. e muito bem.

*staring at the sun | desperate youth, blood thristy babes | tv on the radio | 2004

moleskine #3. #4. #5.

Posted in living, personal by sophia on June 4th, 2007

que não durmo é last sesson. porque não durmo parece sempre ser uma novidade. e se de novas se trata, são os regressos que se contemplam. dormir umas horas. não dormir.

deixar andar. e passear o meu novo brinquedo. a graça que têm chegar a casa para voltar a sair. e voltar a sair. outra vez. e outra. e outra.

não dormir é fantástico. descobre-se tantas coisas que se têm guardado nos armários que até impressiona como os esqueletos nunca fizeram uma festa. ou festinhas. festinhas. é mais isso.

Andrew Bird vem em migração a Portugal*

Posted in imprensa, living, música by sophia on May 28th, 2007

O Illinois perdido da mais profunda América é o berço de Andrew Bird que tantos anos depois se mantém por lá. O folk é raiz, inspiração, o indie adicção de novas tendências. O violino é tocado com propriedade, afinal ele não andou na universidadde para nada. Mas há que juntar ainda a guitarra e glokenspiel. E os lops. Bird usa-os muito nos seus concertos ao vivo para encher o espaço de som de tal maneira que o facto de ele ser um cantautor multi-instrumentista é esquecido. Parece de facto que estamos a ver uma banda inteira.

Será na tradição musical que se encontram as influências de Andrew Bird e a ele associa-se desde os meados da década de 90 o revivalismo swing, resultado da sua colaboração com os Squirrel Nut Zippers.

Em 1997, Bird assume-se como o líder e lança o álbum “Thrills” em nome da Andrew Bird’s Bowl of Fire e no ano seguinte editam “Oh! The Grandeur”. Uma pausa até 2001 permitiu a Andrew Bird mudar um pouco o curso da sua música e edita um “The Swining Hour” mais rock, menos folk, mais influenciado pelo grande caldeirão musical da actualidade.

Tudo conheçe um fim e os Bowls of Fire separaram-se oficialmente em 2003 tendo Bird editado em nome próprio “Weather Systems” e em 2005 “The Mysterious Production of Eggs” e o seu mais recente “Armchair Apocrypha”. É este que vem apresentar mas traz consigo, para além do violino, as suas mais consistentes investidas no indie/folk que está cada vez mais difícil de classificar.

Pelo meio, ainda podemos acrescentar dois albúms: “Music of Hair” de 1996 e “The Ballad of the Red Shoes” de 2002, em edição própria e os Ep’s “Fingerlings”, “Fingerlings 2” e “Fingerlings 3”, de 2002, 2004 e 2006, respectivamente. Nestes Ep’s, compilados pelo próprio Bird, encontram-se músicas tocadas ao vivo que vão ser incorporadas em futuros albúns ou algumas que não chegam a ser gravadas.

Que mais dizer de Bird? Que está no auge da sua carreira, tendo atingido a exposição comercial sem perder o seu reduto independente? Que passou de pequenos clubes para salas esgotas e com críticas avasaladoras da Pitchfork, por exemplo? E que recebe prémios? Não vale a pena. Mais vale confirmar ao vivo em três datas. Coimbra a 30 de Maio no Teatro Académico de Gil Vicente, Lisboa no dia seguinte, 31, no Cine-Teatro São Jorge e, por último, a 1 de Junho no Theatro Circo em Braga.

Mais sobre Andrew Bird em http://andrewbird.net e em http://myspace.com/andrewbird.

*artigo escrito para a rua de baixo.

moleskine #2

Posted in living, personal by sophia on May 26th, 2007

não durmo e agora sei bem porquê. e acabo sempre em transe de forma bastante exótica qual múmia cadáver (se isso for possível) às compras. a ter os meus momentos paris hilton de comprar por puro aborrecimento. e já não me falta tudo para ser loura.

e sim, quando fôr novamente às compras eu digo-te. deus sabe e budha têm toda a certeza do mundo que a coisa não têm graça sem tu a dizeres que tudo é muito feio. ai, exótico.

mas se isto acontecer novamente há a considerar factor importante. não ao sofá. e se sim, pelo menos que passem muitos helicópteros do inem. que crash mais deprimente. é que nem cheguei a ver bem os presuntos de pata negra. mas lembro-me bem do pijama da benetton. e da mostarda.
faltou o trance de amor sofrido. zombie nation and the ghost boat. e jantares light. com leitinho quente e esperma de vaca trangender.

não te odeio desta vez. és um fofo. és quase, quase como o brandon flowers. ‘let me show you how much i care’.

da próxima vez morro de frio.

moleskine #1

Posted in living, personal by sophia on May 24th, 2007

tens os olhos cada vez mais verdes. odeio-te! são 10h da manhã, não dormi toda a noite e estou a ouvir vocal trance. de amor sofrido. as pessoas exóticas do café bebem cerveja e comem sandes de presunto. em cima da mesa estão os acessórios must have da estação. finalmente somos ambos shopaholics assumidos. isto tudo porque te vim mostar as all star rosa que comprei.

e o que raio é que eu estou a ouvir? victoria beckam?! bolas. odeio-te! pára de cantar estas músicas. sê glitery emo e fica a olhar a chuva que te estragou o esquema dos acessórios. sim, eu sei. tu adoras esta música. e esta. e esta. e esta. e esta. ah sim, aquela também. budha seja louvado!! patrick wolf!!! demasiado exótico. oh well. quero ouvir a bluebells e a child catcher. pode ser?

talvez.

evil you are. and i hate you. que queres? fazer a rota dos fárois? anastasia?! amo os naprons psicadélicos. no saco. temos que ser trágicos em tempo de chuva. e deus sabe que trance psicadélico é demasiado suicida para mim.

and i’m going nowhere fast.

union of knives. evil has never?

não tenho.

let’s? vá, chil catcher, a nossa amiga amarela, ela, ela, ela e vamos às compras?

pare ao sinal vermelho

Posted in fotografia, living, música, personal by sophia on May 21st, 2007

há umas noites a vontade era a mesma de kele.

tonight, make me unstoppable and i will charm, i will slice, i will dazzle them with my wit. tonight, make me unstoppable and i will charm, i will slice, i will dazzle, i will outshine them all.* entretanto já dormi. o suficiente para me aperceber que não foram três as noites sem dormir mas quatro.

os dias agora correm mais plácidos.

*the prayer | weekend in the city| bloc party | 2007

v/a | dj kicks hot chip

Posted in living, música, personal by sophia on May 18th, 2007

banda sonora da noite passada. sabe a verão. e mais não digo.

v/a | dj kicks | hot chip | 2007

wakie! wakie!

Posted in living, música, personal by sophia on May 16th, 2007

red delicious, red delicious, pink and wet, pink and wet. it’s so hot now, i’m so hot. i know i’ve got you where i want you tonight, i’ve got you where i want you tonight. i am your frontier explore my heart, i am your frontier explore my heart, i am your frontier explore my heart. you’re getting warmer, warmer, warmer tonight, turn on, tonight. and you got it. and you know it. and you got it. and you know it. and you want it. and you feel it.

turn on | # | fischersponner | 2003

gloriosas manhãs

Posted in living, música, personal by sophia on May 12th, 2007

por estes dias recupera-se o calor, a tez morena, as sestas. de noite recupera-se a juventude e deita-se fora horas de sono. de dia é-se adulto e sente-se falta da noite. mas ao chegar a casa encontro com alguma frequência morangos frescos deixados por alma caridosa na noite anterior.

so let the people talk, it’s monday morning walk, right past the fabulous mess we’re in. it’s gonna be a beautiful day*

e enquanto sou jovem, delicio-me a comer morangos. para quando sou adulta pensar que valeu a pena não dormir.

*the magic position | the magic position | patrick wolf |2006

nighty night

Posted in living, música, personal by sophia on May 7th, 2007

cada vez que tenho sono não me lembro de mais nada. e quando não me lembro de nada penso  no que isaac brock canta. my thoughts were so loud i couldn’t hear my mouth*. e lembro-me pois. lembro-me muito bem dessas noites sem sono e a querer dormir.

*the worl at large | good news for people who love bad news | modest mouse | 2004

e depois estranham que não consiga ler dois bons livros seguidos.

Posted in imprensa, living, livros, personal by sophia on May 6th, 2007

Most of us are familiar with people who make a fetish out of quality: They read only good books, they see only good movies, they listen only to good music, they discuss politics only with good people, and they’re not shy about letting you know it. They think this makes them smarter and better than everybody else, but it doesn’t. It makes them mean and overly judgmental and miserly, as if taking 15 minutes to flip through “The Da Vinci Code” is a crime so monstrous, an offense in such flagrant violation of the sacred laws of intellectual time-management, that they will be cast out into the darkness by the Keepers of the Cultural Flame. In these people’s view, any time spent reading a bad book can never be recovered. They also act as if the rest of humanity is watching their time sheets. Such prissy attitudes are neurotic and self-defeating. Bad books are an essential part of life, as entertaining and indispensable as bad clothing (ironic polyester shirts), bad music (John Tesh at Red Rocks, Phil Collins anywhere), bad trends (metrosexuality, not using toilet paper for a year in order to “help” the environment) and bad politicians (take your pick).

why not the worst? | joe queenan | the new york times | 6 maio 2007

é doença.

Posted in living, livros by sophia on May 4th, 2007

não tive enfim mais dúvidas sobre a gravidade do meu estado quando li citações do grande avicena, onde o amor é definido como um pensamento assíduo, de natureza melancólica, que nasce por força de pensar e repensar nas feições, nos gestos ou nos hábitos de uma pessoa de sexo oposto (como avicena tinha representado com fiel vivacidade o meu caso!): ele não nasce como doença mas em doença se transforma quando, não satisfeito, se torna obcessivo (e porque é que me sentia obcecado, eu que, afinal, deus me perdoe, me tinha satisfeito tão bem?, ou será aquilo que me tinha acontecido na noite precedente não era satisfação de amor?, mas como se satisfaz então este mal?), e como consequência tem-se um movimento contínuo das palpébras, uma respiração irregular, ora se ir ora se chora, e o pulso bate (e, na verdade, o meu batia, e a respiração quebrava-se enquanto lia aquelas linhas!).

o nome da rosa | tradução de maria celeste pinto| umberto eco | 1983

die lust in bildern | rene hauser

Posted in fotografia, living by sophia on May 3rd, 2007

die lust in bildern | rene hauser

escrever ler escrever ler escrever ler escrever ler

Posted in living, livros by sophia on May 3rd, 2007

escrever é defender a solidão em que se está; é uma acção que só brota a partir de um isolamento efectivo, mas de um isolamento de comunicação, em que precisamente pela distância a que se está de todas as coisas concretas se torna possível um descobrimento de relações entre elas.

[...]

porém, é uma solidão que precisa de ser defendida, o que é o mesmo que precisar de ser justificada. o escritor defende a sua solidão mostrando o que nela e somente nela se encontra.

[...]

existindo um falar, porquê o escrever? mas o imeditato, o que brota da nossa espontaneidade é algo que não nos responsabilizamos na íntegra porque não brota da totalidade íntegra de nós próprios; é uma reacção sempre urgente, premente. falamos porque algo nos pressiona e a pressão vem de fora, de uma cilada em que as circunstâncias nos pretedem caçar, e a palavra livra-nos dela. pela palavra tornamo-nos livres, livres do momento, da circunstância assediante e instantânea.

[...]

há no escrever um reter das palavras, tal como há no falar um soltá-las

maría zambrano

no meio.

Posted in fotografia, living by sophia on May 3rd, 2007

olaf martens

os livros que te inspiram uma curiosidade repentina, frenética e não claramente justificada

Posted in living, livros by sophia on May 3rd, 2007

os livros que há muito tempo programaste ler,
os livros que há anos procuravas sem os encontrares,
os livros que tratam de alguma coisa de que te ocupas neste momento,
os livros que queres ter para estarem à mão em qualquer circunstâncias,
os livros que poderias pôr de lado para leres se calhar este verão,
os livros que te faltam para pores ao lado de outros livros na tua estante,
os livros que te inspiram uma curiosidade repentina, frenética e não claramente justificada.

se numa noite de inverno um viajante| tradução de josé colaço barreiros | italo calvino | 1979

que te agarras aos sinais em que te identificas

Posted in living, livros by sophia on May 3rd, 2007

a tua casa, sendo o local onde lês, pode dizer-nos que lugar ocupam os livros na tua vida, se são uma defesa que pões à frente para manteres afastado o mundo exterior, um sonho em que mergulhas como uma droga, ou se são pontes que lanças para o exterior, para o mundo que te interessa tanto dilatar e multiplicar as suas dimensões através dos livros.

[...]

observando a tua cozinha pode-se portanto fazer uma imagem de ti como uma mulher brilhante e extrovertida, sensual e metódica, que põe o sentido prático ao serviço da fantasia.

[...]

há uma quantidade de coisas que acumuldas em teu redor: leques, postais, frasquinhos, colares pendurados na parede. mas cada objecto visto de perto revela-se especial, de certo modo inesperado. a tua relação com os objectos é confidencial e selectiva: só as coisas que sentes como tuas se tornam tuas: é uma relação com a corporalidade das coisas, e não como uma ideia intelectual ou afectiva que substitua o acto de vê-las e tocá-las. e uma vez assimilados pela tua pessoa, marcados pela tua posse, os objectos deixam de ter o ar de estar ali por acaso, assumem um significado como partes de um discurso, como uma memória feita de sinais e distintivos. és possessiva? talvez não haja ainda elementos suficientes para o dizer: por agora pode-se dizer que és possessiva em relação a ti mesma, que te agarras aos sinais em que identificas qualquer coisa de ti, temendo perder-te com eles.

[...]

em resumo, és arrumada ou desarrumada? às perguntas peremptórias a tua casa não responde com um sim ou um não. tens uma ideia de ordem, é certo, e até exigente, mas a que na prática não corresponde uma aplicação metódica. vê-se que o teu interesse pela casa é intermitente, conforme as dificuldades dos dias e os al