nem sei porque é que ainda tento

a verdade é que já tentei ter unhas de gel e volta e meia parto-as a meio. às vezes, mas só às vezes é coisa para aleijar.
achei que se lixe vou fazer uma manicure normal que é mais barato e assim como assim é mesmo para estragar. mas caraças nem deu para sair do sítio onde gastei o dinheiro. A meter a carteira dentro da mala, pimba! lá foi a primeira. nem 15 minutos depois lá foi a segunda.
mãozinhas de fada não é mesmo comigo.

if you love me you love cats but don’t know yet #1

como já cá disse há uns tempos há mudanças a caminho (não me vou casar, nem reproduzir) e parte disso passa por convencer um indivíduo escocês a ter um gato. sou uma crazy catless lady que sofre horrores por não ser desprezada em permanência e ter a pele das mãos em completa integridade. preciso de ter as minhas alergias ao rubro e andar ressaibiada porque trabalho integralmente vestida de preto e pêlo de gato é pior que super-cola em ditas vestimentas dessa côr. por isso há que invocar razões. vamos lá começar os posts ‘if you love me you love cats but you don’t know yet’.

amanhã

volto á minha terra para mais um aniversário. último ao que começa por 2. e não há maneira de isto me entrar na cabeça, que tenho quase 30. a verdade é que cá dentro continua a sentir-me quase tão aparvalhada como quando tinha 18 anos e não sabia grande coisa da vida. aprendi umas coisas entretanto mas ainda me sinto aparvalhada. muito. ainda acho extraordinário que tenha conseguido sobreviver a mudar-me para esta cidade. ainda acho que isso nunca aconteceu. já lá vão dois anos e amanhã volto a casa para comemorar o meu aniversário.

há coisas que só fazem sentido em casa.

e foi isto durante meses

bolo e pastéis. coisas doces em geral incluindo chocolates. chocolates que não comia em portugal eram mais as sobremesas com chocolate e as bolachas. mas estes dois anos no reino da elizabete fizeram-me dizer em voz alta que comida é das poucas coisas que me faz feliz. o que é mentira. podia estar mais feliz, sim, claro que sim, mas bem vistas as coisas até tenho um vidinha bem confortável. muito stress, assim ás pazadas, stress que muita boa gente já teria dado em louca mas mesmo assim ainda acordo todos os dias e não me arrasto até ao trabalho. de facto tenho que ser relembrada que já devia ter picado o ponto há uma, duas horas atrás. o stress faz-me comer muito bolo, sim faz. mas sem o stress e os desafios diários acho que não me divertia tanto.

mais uma?!

sim mais uma e isso é que me aborrece ainda mais. porque o raio do crocodilo foi profundamente desnecessário já que nem duas semanas antes tinha decidido oferecer estas fofinha a mim mesma. porque é gira e dependendo da luz ou parece cereja, rosa ou vermelho. vá lá que esta ainda uso de quando em quando porque, lá está, é pulseira de gente que dá para usar no trabalho.

prometi a mim mesma que é isto. acabou-se. quanto mais compro mais tenho que carregar. até 2013 estou proibida de adquirir coisas para além de comida.

sou uma maria vai com as outras

com agravante que estou absolutamente consciente que o sou. dia de gaja com uma amiga e achei por bem sugerir ir espreitar a colecção já que era ali mesmo na esquina. mais de meia hora depois e só com 10 minutos para escolher (a zona estava interdita, com cordão e segurança e só grupos de 5 pessoas é que entravam por 10 minutos) este foi o resultado.

e é estúpido por usei-a uma vez. já por aqui ando com valentes camadas que está fresco e a pulseira é grande á bruta e não dá jeito. no trabalho idem aspas aspas. deixa lá que usas  no verão. verão?! tudo porque gosto da caixa…

depois de quase 2 anos na mesma morada

eis que chega a altura de mudar. a vontade existia desde há muito mas a mudar há que ser para melhor e por isso por aqui fui ficando. mas há planos novos a caminho e os próximos 6 meses (e nem mais um dia) vão ser passados a norte do tamisa.

vou ter saudades da minha camberwell green. das pessoas que aqui conheço e que fazem disto um pequeno bairro fofinho em que nunca se está sozinho. não vou ter saudades do barulho, do sacana do bar dos hipsters que é barulhento como tudo. não vou ter saudades nenhumas dos ratos nem do frio.

vai custar a aprender a cadência do novo código postal. que por acaso ainda nem sei. mas acho que me vou conseguir lembrar sempre que num momento de desespero, quando tudo corria mal, um quartinho acima do the flying fish salvou-me de me enfiar num avião rumo a casa. decorar as paredes,, fazer disto a minha casa, levar-me por altos e baixos, o meu primeiro natal sozinha, sem ninguém. ver-me sair de mochila ás costas para incontáveis destinos, ver-me regressar de casa com uma ponta de tristeza. muitas insónias, mais noites em que demorei 5 segundos a adormecer devido ao cansaço. algumas visitas de amigos que me souberam pela vida.

próximos 6 meses vão ser populados por uma turba de gente porreira e barulhenta. há mais de 12 anos que moro sozinha e não fossem os planos para depois dos 6 meses não arredava pé daqui.

mas pronto, os 30 estão quase, quase a chegar para mim e acho que já era tempo de partilhar casa com malta.

no, no, no.

there are windows but they don’t open. the music is loud and keeps on being repeated. the sound system provides a lot of scratching sounds and the room itself is filled. with idiots.

hooorsiieeeeeess!

estamos no chamado verão. ainda não vi nada disso mas na passada quarta-feira foi altura de celebrar o verão á inglesa. rumar a ascot para ver as corridas de cavalos.

tive sorte já que este foi o único dia em que não choveu torrencialmente e as temperaturas estiveram nuns civilizados 22ºC.

comme il faut houve apostas nos cavalos (apostei no cavalo que ganhou ao da rainha) e ainda ganhei 2 libras (a loucura!), bebeu-se muita pimm’s, foi uma coisa complicada mas trouxe o jarro para casa (já que paguei uma fortuna por aquilo achei por bem que tinha que fazer render o dinheiro), dancei muito entre apostas e corridas. houve muito chapéu parvo, coisas muito estranhas nas cabeças de pessoas avulsas mas na generalidade foi divertido para caraças.

sabes que vives num sítio estranho

quando de manhã, a olhar pela janela da cozinha a admirar o glorioso céu azul lá fora, vês o que supões ser um corvo com uma minhoca no bico.

e pensas que a minhoca é grande e estás pronta para um diálogo interior acerca do ciclo da vida quando o corvo levanta voo do telhado e faz uma aproximação á janela. e não, não é uma minhoca mas a cauda do que se confirma ser uma ratazana. das grandes e gordas.

estão a ver a carinha de felicidade ali abaixo?

pois. era a carita que eu tinha quando saí da loja com a minha bicicleta nova. fofinha e bonita. mas a verdade é que nem tive tempo de lhe dar nome.

esta é a única memória que vou ter dela, isso e o cesto. foi roubada á porta de minha casa há uns dias atrás. andei nela duas vezes e o que me resta são as chaves do cadeado e muita ressaibiação.

e eu parecia tão cool nela…

depois de anos

uma ajudinha para me incentivar a voltar ao meu beco. que tenho saudades dele e sinto falta á bruta. oh ter um horário de gente.

mas seja, não tenho. o beco está de cara nova, mais leve, mais liberto. mas porque nunca me fico por pouco as imagens que costumam abrilhantar este pedaço de mau caminho também estão a ser organizadas. andava por ali uma loucura ressaibiada que me fazia espécie.

portanto não só é possível como provável que as imagens desapareçam e/ou sejam substituídas por uma imagem pavorosa do Photobucket. não imagino ninguém a desesperar acerca disso mas esperemos que em breve as coisas regressem ao normal.

o beco está a precisar de uma organização de fundo. porra se não é desta!

 

Coelhinho

Feliz caça ao ovo de chocolate, busca à amêndoa e na generalidade folares para todos.

Estou em casa, deitada no sofá a ouvir o Eirick a ladrar lá fora e os sobrinhos a gritar lá em baixo. O sol decidiu-se.

Hummmmmm
Desejo o mesmo ou ainda melhor sentimento que o meu agora.

a geek em mim teve que se controlar muito para não carregar no ’1-click’

 

preciso de mais roupa? não! quero t-shirts geek do ‘the big bang theory’? por deus sim. não preciso de ajuda nenhuma para cantarolar a soft kitty. até consigo imaginar a carita do sheldon a dizer ‘bazinga’. ahhh. a geek em mim aos pulinhos e a esfregar as mãozinhas. triste. muito triste.

p.s. se alguém me conseguir explicar a paper, rock, scissor, lizard spock como o sheldon o faz pá, sério, pessoas, ficam cá dentro para sempre.