Latest Posts

fotos do antes, muito antes

IMG_0900 IMG_0901 IMG_0902

 

cá estão as fotos que me encheram o olho e me fizeram ir ver a casa. tudo é muito antes e como originalmente vimos a casa. cheia de tralha já que as pessoas que lá viviam eram um bocado hoarders. faltam ali fotos de dois quartos e uma casa de banho (os quartos sei bem porque…foi o medo quando os vi. o medo)

há uma carrada de tempos atrás

falei de uma mudança e logo houve gente que pensou em eu estar a ponderar a reprodução. mas não. foi algo bem mais longo e, por deus, em determinadas alturas bem mais doloroso.

demorou quanse um ano desde que se vislumbrou no horizonte a compra de uma casa até ao momento em que realmente nos mudamos. a burucracia aqui á ainda bem mais divertida que em portugal e a frustração reinou a maioria do tempo. tanto que houveram alturas em que dissemos ‘quesafoda’ não estou com paciência para isto, vamos procurar outra casa.

mas no final a coisa lá se compôs. passei meses a planear a decoração tendo visto a casa duas!! vezes em 9 meses por não mais do que 10 minutos. a ikea foi a melhor amiga de pessoal com um orçamento reduzido.

enfiar tudo aqui dentro de casa foi fácil, o difícil  está a ser meter tudo em ordem. mas nada como fotos de antes, durante e depois. AHHH YEAH RENOVATION SWEET RENOVATION!!!

Isto de pensar e viver em inglês

Faz com que de quando a quando se sinta as saudades de uma língua que soa a casa.

20130403-202552.jpg

nem sei porque é que ainda tento

a verdade é que já tentei ter unhas de gel e volta e meia parto-as a meio. às vezes, mas só às vezes é coisa para aleijar.
achei que se lixe vou fazer uma manicure normal que é mais barato e assim como assim é mesmo para estragar. mas caraças nem deu para sair do sítio onde gastei o dinheiro. A meter a carteira dentro da mala, pimba! lá foi a primeira. nem 15 minutos depois lá foi a segunda.
mãozinhas de fada não é mesmo comigo.

o meu deixo para amanhã normalmente significa anos

finalmente oslo em imagens. gostaria de adicionar uns bons comentários acerca disso mas oh senhor está sol por aqui e eu estou aqui que me vou fazer uma limpeza de pele. ou outra coisa qualquer.

if you love me you love cats but don’t know yet #4

and then you have cats that just are too damn cool to exist. grumpy cat in all it’s glory.

if you love me you love cats but don’t know yet #3

i’m a cat. you say so quite often. so, when i’m away, you’ll have a little me to cuddle with. (one joke about the little is permitted, one only!)

if you love me you love cats but don’t know yet #1

como já cá disse há uns tempos há mudanças a caminho (não me vou casar, nem reproduzir) e parte disso passa por convencer um indivíduo escocês a ter um gato. sou uma crazy catless lady que sofre horrores por não ser desprezada em permanência e ter a pele das mãos em completa integridade. preciso de ter as minhas alergias ao rubro e andar ressaibiada porque trabalho integralmente vestida de preto e pêlo de gato é pior que super-cola em ditas vestimentas dessa côr. por isso há que invocar razões. vamos lá começar os posts ‘if you love me you love cats but you don’t know yet’.

dois anos depois

20121111-165913.jpg

finalmente comprei decorações de natal. parece-me que também tenho que fazer desta a minha casa.

da sempre adorável paperchase

amanhã

volto á minha terra para mais um aniversário. último ao que começa por 2. e não há maneira de isto me entrar na cabeça, que tenho quase 30. a verdade é que cá dentro continua a sentir-me quase tão aparvalhada como quando tinha 18 anos e não sabia grande coisa da vida. aprendi umas coisas entretanto mas ainda me sinto aparvalhada. muito. ainda acho extraordinário que tenha conseguido sobreviver a mudar-me para esta cidade. ainda acho que isso nunca aconteceu. já lá vão dois anos e amanhã volto a casa para comemorar o meu aniversário.

há coisas que só fazem sentido em casa.

e foi isto durante meses

bolo e pastéis. coisas doces em geral incluindo chocolates. chocolates que não comia em portugal eram mais as sobremesas com chocolate e as bolachas. mas estes dois anos no reino da elizabete fizeram-me dizer em voz alta que comida é das poucas coisas que me faz feliz. o que é mentira. podia estar mais feliz, sim, claro que sim, mas bem vistas as coisas até tenho um vidinha bem confortável. muito stress, assim ás pazadas, stress que muita boa gente já teria dado em louca mas mesmo assim ainda acordo todos os dias e não me arrasto até ao trabalho. de facto tenho que ser relembrada que já devia ter picado o ponto há uma, duas horas atrás. o stress faz-me comer muito bolo, sim faz. mas sem o stress e os desafios diários acho que não me divertia tanto.

mais uma?!

sim mais uma e isso é que me aborrece ainda mais. porque o raio do crocodilo foi profundamente desnecessário já que nem duas semanas antes tinha decidido oferecer estas fofinha a mim mesma. porque é gira e dependendo da luz ou parece cereja, rosa ou vermelho. vá lá que esta ainda uso de quando em quando porque, lá está, é pulseira de gente que dá para usar no trabalho.

prometi a mim mesma que é isto. acabou-se. quanto mais compro mais tenho que carregar. até 2013 estou proibida de adquirir coisas para além de comida.

sou uma maria vai com as outras

com agravante que estou absolutamente consciente que o sou. dia de gaja com uma amiga e achei por bem sugerir ir espreitar a colecção já que era ali mesmo na esquina. mais de meia hora depois e só com 10 minutos para escolher (a zona estava interdita, com cordão e segurança e só grupos de 5 pessoas é que entravam por 10 minutos) este foi o resultado.

e é estúpido por usei-a uma vez. já por aqui ando com valentes camadas que está fresco e a pulseira é grande á bruta e não dá jeito. no trabalho idem aspas aspas. deixa lá que usas  no verão. verão?! tudo porque gosto da caixa…

estou aqui que mal me contenho

um post mais extenso e os tipos do spam ficaram malucos. 127 comentário de spam. nunca este blog esteve tão ao rubro.

depois de quase 2 anos na mesma morada

eis que chega a altura de mudar. a vontade existia desde há muito mas a mudar há que ser para melhor e por isso por aqui fui ficando. mas há planos novos a caminho e os próximos 6 meses (e nem mais um dia) vão ser passados a norte do tamisa.

vou ter saudades da minha camberwell green. das pessoas que aqui conheço e que fazem disto um pequeno bairro fofinho em que nunca se está sozinho. não vou ter saudades do barulho, do sacana do bar dos hipsters que é barulhento como tudo. não vou ter saudades nenhumas dos ratos nem do frio.

vai custar a aprender a cadência do novo código postal. que por acaso ainda nem sei. mas acho que me vou conseguir lembrar sempre que num momento de desespero, quando tudo corria mal, um quartinho acima do the flying fish salvou-me de me enfiar num avião rumo a casa. decorar as paredes,, fazer disto a minha casa, levar-me por altos e baixos, o meu primeiro natal sozinha, sem ninguém. ver-me sair de mochila ás costas para incontáveis destinos, ver-me regressar de casa com uma ponta de tristeza. muitas insónias, mais noites em que demorei 5 segundos a adormecer devido ao cansaço. algumas visitas de amigos que me souberam pela vida.

próximos 6 meses vão ser populados por uma turba de gente porreira e barulhenta. há mais de 12 anos que moro sozinha e não fossem os planos para depois dos 6 meses não arredava pé daqui.

mas pronto, os 30 estão quase, quase a chegar para mim e acho que já era tempo de partilhar casa com malta.

no, no, no.

there are windows but they don’t open. the music is loud and keeps on being repeated. the sound system provides a lot of scratching sounds and the room itself is filled. with idiots.

hooorsiieeeeeess!

estamos no chamado verão. ainda não vi nada disso mas na passada quarta-feira foi altura de celebrar o verão á inglesa. rumar a ascot para ver as corridas de cavalos.

tive sorte já que este foi o único dia em que não choveu torrencialmente e as temperaturas estiveram nuns civilizados 22ºC.

comme il faut houve apostas nos cavalos (apostei no cavalo que ganhou ao da rainha) e ainda ganhei 2 libras (a loucura!), bebeu-se muita pimm’s, foi uma coisa complicada mas trouxe o jarro para casa (já que paguei uma fortuna por aquilo achei por bem que tinha que fazer render o dinheiro), dancei muito entre apostas e corridas. houve muito chapéu parvo, coisas muito estranhas nas cabeças de pessoas avulsas mas na generalidade foi divertido para caraças.

catano que está mesmo calor.

os chocolates que comprei no outro dia derreteram todos e tive que os enfiar no frigorífico. sim é triste mas comprendam. está calor mas o céu está meio cinzento por causa do smog. meh.

estão uns fantásticos 26º

e eu estou aqui a lutar com o excesso de calor. já não estou habituada a estas temperaturas. banho fresco nos planos para mais tarde.

sabes que vives num sítio estranho

quando de manhã, a olhar pela janela da cozinha a admirar o glorioso céu azul lá fora, vês o que supões ser um corvo com uma minhoca no bico.

e pensas que a minhoca é grande e estás pronta para um diálogo interior acerca do ciclo da vida quando o corvo levanta voo do telhado e faz uma aproximação á janela. e não, não é uma minhoca mas a cauda do que se confirma ser uma ratazana. das grandes e gordas.

estão a ver a carinha de felicidade ali abaixo?

pois. era a carita que eu tinha quando saí da loja com a minha bicicleta nova. fofinha e bonita. mas a verdade é que nem tive tempo de lhe dar nome.

esta é a única memória que vou ter dela, isso e o cesto. foi roubada á porta de minha casa há uns dias atrás. andei nela duas vezes e o que me resta são as chaves do cadeado e muita ressaibiação.

e eu parecia tão cool nela…

depois de anos

uma ajudinha para me incentivar a voltar ao meu beco. que tenho saudades dele e sinto falta á bruta. oh ter um horário de gente.

mas seja, não tenho. o beco está de cara nova, mais leve, mais liberto. mas porque nunca me fico por pouco as imagens que costumam abrilhantar este pedaço de mau caminho também estão a ser organizadas. andava por ali uma loucura ressaibiada que me fazia espécie.

portanto não só é possível como provável que as imagens desapareçam e/ou sejam substituídas por uma imagem pavorosa do Photobucket. não imagino ninguém a desesperar acerca disso mas esperemos que em breve as coisas regressem ao normal.

o beco está a precisar de uma organização de fundo. porra se não é desta!

 

Coelhinho

Feliz caça ao ovo de chocolate, busca à amêndoa e na generalidade folares para todos.

Estou em casa, deitada no sofá a ouvir o Eirick a ladrar lá fora e os sobrinhos a gritar lá em baixo. O sol decidiu-se.

Hummmmmm
Desejo o mesmo ou ainda melhor sentimento que o meu agora.

O horror. O horror.

20120408-111945.jpg

Tenho um problema com vernizes. Não consigo deixar de os comprar. O horror da banalidade.

saldos de inverno take #2

gaja que é gaja precisa do seu casaco com pêlo falso. e verde/turquesa. e ombros estruturados e…sim, eu gosto de cores. muito. fcuk in all it’s glory.

saldos de inverno take #1

estou a preparar as minhas semanas a juntar mais uns países á lista e para isso preciso de botas quentes e confortáveis. aprovadas e mais que adoradas vão passar o resto do inverno nos meus pés de cinderela.

não preciso de mais nada.

tenho a mala perfeita para todas as ocasiões. a the classic da the cambridge satchel company em caramel. porque as coisas boas querem-se para sempre.

 

a geek em mim teve que se controlar muito para não carregar no ‘1-click’

 

preciso de mais roupa? não! quero t-shirts geek do ‘the big bang theory’? por deus sim. não preciso de ajuda nenhuma para cantarolar a soft kitty. até consigo imaginar a carita do sheldon a dizer ‘bazinga’. ahhh. a geek em mim aos pulinhos e a esfregar as mãozinhas. triste. muito triste.

p.s. se alguém me conseguir explicar a paper, rock, scissor, lizard spock como o sheldon o faz pá, sério, pessoas, ficam cá dentro para sempre.

pela segunda vez é tempo de esperar pelo sorteio

que eu sou gaja que gosta do seu postalito. estava a falhar pólo norte mas lá está o selo na testa. reza a lenda que faço parte dessa seita.

 

fui a berlim em setembro

foi mais um passar por lá a correr para fotografar quase tudo que ficou lá perdido da última vez. mas enquanto recuperava forças algures num triângulo de relva encontrei uma declaração de amor que só pode sert para ti, rita maria.

estás desafiada a ver isto in loco antes de trocares de morada.

o que me aborrece mais que outra coisa qualquer

é que depois de largo período de tempo sem sofrer de dores de cabeça todos os dias eis que essas putas rançosas voltaram. acompanhadas por náuseas. e não há sono que as leve.

 

dia de cama com chuva que molha mais que tolos

depois de um par de dias com tosse de cuspir pulmão. reunir coragem para ir tentar que o netnewswire deixe de ter os números a vermelho. que começaram por estar acima de 2000. essas actualizações todas que desde inícios de agosto se acumulavam. mais ou menos 3 meses. virei costas e não sei nada que se passou do outro lado e sinto que me falta um bocado.

e nada como voltar em mood pseudo depressiva por se estar a aproximar mais um aniversário. será que um dia de cama chega para voltar a zero?

estou naquela que será sempre casa

20110927-130545.jpg

sim tive que meter o bronze em dia porque a pele andava no tom ‘london’ em demasia.

estou a falhar como as notas de 500

mas a falhar mesmo em grande. ainda falta rever a viagem a istambul, praga e o fim de semana passado em paris e encontro-me a planear uma semana com pelo menos mais 3 a 4 cidades diferentes. sem esquecer a road trip pelo country side inglês. ai. estou mesmo a falhar como as notas de 500.

estou viva

e como é normal estou aqui estou a comprar esta fofa por causa da neura que passei nestes dias. raios partam nos cachopos.

the two pussies in my bed

esta é a pussy que volta e meia quer festas e partilhar a atenção. o tipo francês diverte-se imenso com a situação. eu também.

20110801-110248.jpg

o que eu gosto no google latitude

é que é muito específico. diz-me que casa está á distância de uns parcos 1409 km. um pulinho.

isto porque comprei a ratta do ikea.

uma pessoa vai á h&m comprar cuecas. uma pessoa repara que as muitas etiquetas são maiores que as cuecas. a pessoa em causa acha por bem ir buscar uma tesoura e cortar aquilo que é um abuso. caem etiquetas ás molhadas e no meio das descrições da composição lá está : FODER. hã?! pessoa volta atrás. é mesmo. sacanas dos suecos. sempre com o nariz metido naquilo que uma gaja faz nos tempos livres.

acabadinha de acordar á bruta

por um barulho bem alto e não identificado. como tenho bastantes janelas e consegui identificar de qual é que vinha o dito barulho primeiro instinto é levantar e ver. segundo é parar e pensar.

vamos lá a ver: há o que parecem pequenas explosões secas, em intervalos regulares e graves. não são tiros portanto é seguro ir á janela. humm será que são as condutas do gás? (andaram em obras na rua nas semanas anteriores porque a que estava em frente ao kfc deu-lhe uma coisinha. fecharam o kfc quando eu estava apostada em comprar um balde lá e isso aborreceu-me um bocado) não, o som parece mais o típico de um motor. deve ser um carro ao qual deu um berro.

2 minutos a pensar e avaliada a situação era seguro ir á janela ver o que se passava. (sim, tenho que considerar se não anda por ali um gangue aos tiros. sim, é a primeira coisa em que penso. não, não estou a ser paranoíca)

o que era? estão  a ver as marcas das estradas? as brancas das bermas ou para marcas lugares de estacionamento? normalmente a malta tuga ou espera que aquilo desapareça o que justifica que se façam novas marcações ou, mais comum ainda, pintam as novas sem apagar as antigas e depois são aquelas belezas de arte contemporânea que de quando a quando vemos no chão.

pois que esta gente aqui não. eles apagam e pintam novas. o que era o barulho? o que parecia um lancha chamas a ser posto a trabalhar porque é com isso que apagam as marcas antigas.

porque é que estou a fazer um post por causa disso? porque levantada que estava já não tinha desculpas e tinha que ir á casa de banho. nas escadas da esquina estava o vizinho sentado. e pergunta-me o que era o barulho. eu explico. vou á casa de banho. regresso e ele tinha ido á vidinha dele.

ah! he’s a pussy. ahahahah (triste que agora insulte pessoas em inglês) mas o vizinho é medroso. estão a ver a sequência de pensamentos por exclusão que eu fiz antes de ir á janela? ele claramente não se deu ao trabalho e meteu-se nas escadas interiores do prédio para estar a salvo.

portanto, vivia com um gajo que batia na namorada e que foi preso. agora vivo com um medricas paranoíco. menos mal, é giro.

sim, que o senhor das limpezas continua a ser o senhor do bigode. disturbing.

e explicar-lhe isto?

aterrei há uns dias em stansted com quase uma hora de atraso. voo já partiu com atraso considerável e uma viagem nem sempre suave ditou o mesmo. iphone morreu pelo caminho (só a bateria. madeira! madeira!) porque tive que contornar o não poder ter o telemóvel ligado dentro do avião e se não fiz o check in no facebook algures no canal da mancha que o d. me pediu a verdade é que fiz o check in num Ryanair Boeing 737-800. sentido de humor parvo? podia lá fazer check in todos os dias.

mas adiante. tinha quem me desse boleia á espera. o destino ainda ficava a cerca de 50 minutos do aeroporto. chegada ao destino entretive-me com coisas avulsas como tomar um duche e quando finalmente disse que estava viva á minha mãe já eram quase 2 da manhã. devia ter dito que me encontrava insular desde as 23h30. mais coisa menos coisa.

expliquei o atraso e o telemóvel sem bateria. a minha mãe achou que não. que estava a mentir. que o avião tinha avariado e que tinha aterrado noutro lado qualquer. mantêm até hoje que quase morri num acidente de avião apesar de só lhe ter dito que a viagem teve mais turbulência que o habitual. isto porquê? porque estupidamente em conversa com ela e com a minha tia enquanto curtia uma tarde domingueira disse que até viajava um bocadito pela europa mas que não lhe dizia nada porque ela têm tendência para o exagero e para se preocupar de forma quase patológica. assim em vez de dizer que vou e ela pensar que eu posso estar ás portas da morte a cada 5 minutos não digo nada. e só referi brevemente que fui a sítios e regressei viva.

algo me diz que os próximo dois meses vão ser duros. e nem pensar em dizer que antes de potugal ainda vou andar em tour pelo norte da europa.

encostada á bancada da cozinha

a ler em voz alta ‘le petit prince’ com corrector de pronunciação e esclarecimento de expressões enquanto ele fazia a tarte de maçã que seria a sobremesa. recordar que ter alguém a cozinhar para nós sabe ainda melhor que ir a qualquer restaurante. encarnar o pequeno princípe só para ouvir ‘you sound so cute’.

emails de ressaca

already at the train station and I’m 10 or so minutes away from leaving my city. just now I was petting my dog and here I am seating in a metal bench thinking that life should be easier. my youngest nephew was about to know who I am and I’m leaving. damn. this does suck.

percebo que algo se passa de errado

quando ao ceder ás indicações do gmail e organizar a minha inbox de acordo com a importância e frequência dos emails reparo que metade da minha inbox prioritária são reservas de bilhetes de avião e a outra encomendas da amazon.

vamos lá fazer update

sorte? ah ah ah que ganda parva que tu me saíste. nada como um bocado de presunção para virar a mesa. acabei de me fechar fora de casa. o que quer dizer que em vez me ir directa do trabalho para um festa dos Balcãs vou mas e para casa esperar a porta pelo senhorio para me abrir a porta. pá este fim de semana livre promete.

podia queixar-me mas que se lixe.

anteontem meti na cabeça que tinha que cortar o cabelo. ligar para fazer marcação mas nada feito nesse dia. só ontem e ás 10 da manhã. acordar cedo, rebolar da cama e chegar atrasada 10 minutos.

o josh achou por bem que o que eu queria não estava certo, que precisava de mais volume e não sei quê. passou mais de meia hora a dar tesouradas no ar a cortar 3 mm de cabelo. adiante. cortou os dedos duas vezes e estava com a puta da vontade de me arrancar as orelhas. mas ao menos ainda tenho os abanos para contar a história. podia queixar-me? podia. mas voltei ao pixie look que me agrada mais apesar do josh me ter feito um corte que sei lá, ainda tenho que lhe dar uns dias antes de o ir rapar. e valeu pela lavagem do cabelo. não pelo josh, já se vê. oh massagem que me deixou anestesiada.

a verdade é que com tanta coisa só bem tarde, tipo noite é que me apercebi que as cuecas foram vestidas ao contrário. dá sorte não é?

porreiro, daqui a 9 dias estou em portugal e só 6 desses é que são passados a trabalhar.

isto era para ser comentário ¹

esqueci-me da ursa em praga. mas ainda não está posto de parte foto com turista exótico em picadilly ;)

¹ eu até comentava se o parvo do blogger me deixasse. ahh e tal becodosprazeres.wordpress.com como openid está incorrecto. parvo.

até a mim me aborrece

mas ainda faltam 10 dias até os saldos acabarem. a próxima paragem é no ikea e a porca da amazon e a mania do one click buy dá cabo de mim.

mas numa nota muito mais agradável daqui a 11 dias por esta hora estou a aterrar no porto. e como digo aos colegas vão ser 8 dias a comer e a dormir, de preferência na praia. e por falar nisso devia aproveitar os saldos e comprar um biquini novo, certo? e uma toalha!!

dia 5 dos saldos. take 1.

sim, a caixa também ajudou. mas o principal é que tinha uma carteira cinzenta e isso andava a aborrecer-me como tudo. amarelo é muito mais a minha onda.

faltam 26 dias e 11 horas

para me enfiar num avião e ir para portugal por uns dias e a única coisa que quero levar na mala é o meu biquini. mais nada. ok são pedro? pode ser? por deus eu não vejo sol aqui. faz lá esse jeitinho.

olho para os últimos posts

e penso que sou um monstro consumista. e quem ainda me ler vai pensar que para além de viajar, andar de bicicleta e comprar coisas não faço mais nada. que coisa mais despovida de conteúdo. e os livros? e os filmes? e as tuas angústias? que isto de viver na ilha não é só coisas boas. será que ando a fazer a terapia a isso tudo com o consumismo?

dia 3 dos saldos. take away.

ah porque és muito posh e fazes compras no harrods. pois é. mas uma das razões é porque eles têm disto nos food halls. sim, é um bolo de arroz e um pastel de nata. e se ao bolo de arroz decidiram chamar de rice cake a verdade é que o pastel de nata já ganhou o seu lugar como produto gourmet e esqueçam lá a custard pie. é mesmo o bom e velhinho pastel de nata. agora é só fazerem daqueles cartuchos para levar 6. darem o açúcar em pó e a canela em pacotinhos e dizerem-me quando é que eles saem quentinhos.

a outra razão é porque o gajo que faz pizzas canta ópera enquanto atira massa ao ar.

hello, my name is sophia and i have a problem.

i have an obsession with cute boxes.

 

dia 3 dos saldos. take 3.

estava a precisar de uma coisa destas para limpar estas trombas e perder a mania de dormir com maquilhagem. sim, acordo todos os dias com o look emo. enfim. a pele anda a começar a ressentir-se desse não tratamento ou maus tratos e lá fui eu abrir os cordões á bolsa porque esta marca é boa, muito boa. mas cara como o diabo que a carregue. mas a porra da sobriedade japonesa agarra-me pelos testículos figurativos.

dia 3 dos saldos. take 2.

um cardigan burberry. tinha que ser. coisinha mais british e eu estou cá, certo?

dia 3 dos saldos.


quem me conhece sabe que eu gosto de coisas simples e com muita côr. e que não suporto andar a fazer publicidade a marcas vestindo logotipos imensos que estão ali apenas para marcar pontos nas tentativas de mostrar a terceiros coisas que nem sempre são as mais acertadas.

se gosto de marcas? vivo com elas. não preciso de uma marca para me sentir melhor. não suporto a grande paixão de toda a fashionista wannabe que são as malas lv. porque? o logotipo escarrapachado por todo o lado não me diz nadinha. a qualidade sim, diz e muito. mas até perderem a mania do logotipo não me vão ver com uma nas unhas.

mas claro que existem marcas que já há muito passaram essa necessidade de afirmação. a dior é uma delas. a sobriedade e elegância da marca afastam-na desses logotipos abusivos. a marca está nos detalhes. a não ser que estejam a olhar com atenção e reconheçam as peças ninguém saberá que é chirstian dior.

eu não preciso que saibam. apenas preciso de saber que a minha saia polka dot é gira como tudo e eu pareço uma coquete com ela vestida. o verão que me aguarde.

dia 2 dos saldos. take 2.

chamou-me a atenção por causa do nome. depois o amarelo da porta da embalagem. o gato. e cheira a baunilha. verdade que acertaram em cheio para esta sofia.

dia 2 dos saldos

lips in satin da topshop. isto apesar de vermelho não ser a minha côr de baton nem nada que se pareça.

Portugal’s Unnecessary Bailout

The crisis is not of Portugal’s doing. Its accumulated debt is well below the level of nations like Italy that have not been subject to such devastating assessments. Its budget deficit is lower than that of several other European countries and has been falling quickly as a result of government efforts.

And what of the country’s growth prospects, which analysts conventionally assume to be dismal? In the first quarter of 2010, before markets pushed the interest rates on Portuguese bonds upward, the country had one of the best rates of economic recovery in the European Union. On a number of measures — industrial orders, entrepreneurial innovation, high-school achievement and export growth — Portugal has matched or even outpaced its neighbors in Southern and even Western Europe.

Why, then, has Portugal’s debt been downgraded and its economy pushed to the brink? There are two possible explanations. One is ideological skepticism of Portugal’s mixed-economy model, with its publicly supported loans to small businesses, alongside a few big state-owned companies and a robust welfare state. Market fundamentalists detest the Keynesian-style interventions in areas from Portugal’s housing policy — which averted a bubble and preserved the availability of low-cost urban rentals — to its income assistance for the poor.

A lack of historical perspective is another explanation. Portuguese living standards increased greatly in the 25 years after the democratic revolution of April 1974. In the 1990s labor productivity increased rapidly, private enterprises deepened capital investment with help from the government, and parties from both the center-right and center-left supported increases in social spending. By the century’s end the country had one of Europe’s lowest unemployment rates.

robert m. fishman | the new york times

era isto ou contar carros

todos os dias descubro mais uma razão para gostar de ir de bicicleta para o trabalho. mas a mais recente está a tornar-se um passatempo. até que ponto é que as pessoas que andam de bicicleta se esquecem do quão transparente é alguma roupa no rabo? suponho que nem se lembram sequer se considerar que  vejo não só o formato mas os padrões da roupa interior. isto entretêm durante vinte a trinta minutos que é o tempo que demoro em casa percurso. mas bom bom é quando sou brindada com coisas como uns calções de licra bastante coçados, mas tão coçados que na zona em que se começa a ver o rêgo (que só por si já chega para ser mau o suficiente quando vamos atrás de um tipo de bicicleta) no caso via-se mais. o rêgo, os pêlos enrolados. só não se via mais fundo porque andar de bicicleta em londres não é muito relaxante.

a noite foi passada em sonhos

que não estão na totalidade presentes mas que passavam por brincar com mapas interactivos que paravam em barcelona e isso deixou-me a sensação que lá devia ir. claro que depois sonhei o resto da noite com uma aventura sexual com um amigo que é gay e estaria provido do maior pénis da humanidade. não faço ideia se é verdade mas tenho as minhas dúvidas. se assim fosse o rapaz não conseguiria andar sequer. vá, inconsciente, revela-te. o que é que me queres dizer?

é agora tempo de meter o bicho em modo avião

e rumar á capital seguinte. praga até sexta. se sobreviver não prometo nada que não tenho sido grande amiga dos relatos de viagens.

pesquisas e dúvidas

pessoa com necessidades muito especiais veio aqui parar pocurando por “preço medio putas sintra”.

ora bem, não sei. sinceramente nem lá nem noutra qualquer parte do país ou mesmo europa. e acho que é uma falha. fazemos sempre tábua rasa nos 50 euros e ainda me lembro de quando as putas reles eram as dos dois contos. portanto, se alguém tiver um preçario actualizado by all means. be my guest.

o que se faz ao domingo?

desgraçam-se as pernas e antes de ir trabalhar um par de horas aproveita-se para experimentar ultimate  por cortesia do couchcurfing. hyde park bem aproveitado mesmo com muito vento. (onde é que eu estou? estão a ver um tipo vestido de preto mesmo muito alto? pois, eu sou a gaja pequenita vestida de preto. jogar quando se é assim tão baixo é do caraças.)

photo credits to fellow player and couchsurfer winston.

se gosto de ar fofinho?

que degenera em cabrão-filho da puta? oh se gosto. é disso e de chocolate.

não tenho qualquer poder sobre mim

20110519-214420.jpg
este menino com recheio de manga e maracujá andava a fazer-me olhinhos há já algum tempo.

primeira refeição cozinhada em Londres

20110519-224502.jpg
só precisei de 8 meses.

guia de bolso: que roupa interior não usar em aviões.

a última vez que me enfiei num avião foi na viagem de regresso á ilha depois de três dias intensos de páscoa. houve muita comida como já se está a tornar hábito (leitão assado, camarão assado na brasa, demasiados doces – obrigada mamãe por não saberes ser uma pessoa comedida e ás minha meninas que são as melhores do mundo), houve crianças do coração e cenas do género, ver a família, ter uma recepção no aeroporto com paparazzi incluído. parte melhor de ser emigrante.

também integrou o uso de um corpete. peça de roupa interior que claramente não é confortável mas bolas uma gaja sente-se bem naquilo. nota mental que agora é óbvia para mim é que corpete e ligas sim senhora, muito fixe mas vestidinho curto e tempo a roçar no fresquinho dão a sensação que se anda com o rabo ao léu. logo é um: a não repetir.

mas o melhor foi mesmo a segurança do aeroporto. apitei claro. e uma senhora segurança pediu-me para afastar os braços. o vestidinho curto, o casaquinho de pêlo fake e o ter respondido ao segurança em inglês já por reflexo não abonaram em meu favor. menos ainda a segurança quando fazia o pat down ter ficado com a mão ligeiramente presa nas ligas. mas só ligeiramente. e ter voltado atrás só para confirmar o que raio era aquilo. e ajoelhada que estava olhou para cima e vi a surpresa no olhar e depois um pequeno sorriso cúmplice. gajas. só juntei mais um pouco a fama de que as inglesas são umas destravadas. e claro, enquanto me sentava num lugar no avião que me vim a arrepender amargamente ocorreu-me que até podia estar embrulhadinha em explosivos. mas á segurança só deve ter ocorrido ‘pá estas gajas são mesmo umas badalhocas’. menos mal, provar que o corpete era inofensivo não só dava um trabalho do caraças como ainda por cima incluia despi-lo.

notal mental futura: não viajar de corpete. a não ser que esteja numa de aventura.