ich liebe berlin #5

que mais de berlim? estava em casa. volto a dizer que não fosse essa questão do alemão e ponderava. ainda pondero.

10 da manhã e novamente na alexandreplatz. desistir de ir a pé desde casa porque acordar foi duro. dúvida? lutar com a máquina em alemão ou simplesmente entrar no metro porque aparentemente ninguém controla nada?

o karma fez-me pagar a decisão de ser puro sangue lusitano. regras? existem para serem moldadas á nossa conveniência. só paguei mesmo o bilhete de e para o aeroporto. e o para poderia ter sido dispensado já que, novamente, ninguém se apresentou para controlar o quer que seja e a entrada no metro/comboios é á patrão. cancelas? não estamos familiarizados com o conceito.

ir ao supermercado comprar lenços de papel para crianças com ursos pois claro. onde é que estás? torre da televisão..ahh. bom dia e pronta para andar? humm sim.

caminhar por avenidas imensas acompanhada por um arquitecto (boa!) e aprender mais umas coisas sobre berlim que o olhar do joão não está treinado para reparar.

estes prédios não parecem habitações sociais? a construção deles passou por uma fase assim. mas se vires estes aqui ao lado já são mais interessantes, imponentes, mas a construção pfff ordinária.

ahh os soviéticos. temos que os amar. passeio pelas ruas e foto disto e daquele detalhe ali. e a vida em berlim? que tal? comparações entre as ocupações berlinenses e as londrinas e as rendas absurdas na ilha. ponderações sobre movimentações pós queda do muro e as taxas de juro e um passeio em modo domingueiro até á east side galery.

arte efémera por todo o lado e mais fotos. e continuar a andar que é tempo de explorar kreuzberg. bairro turco por exclência dizem. almoçar num restaurante pequenino mas com comida boa. há tanto turco em londres mas as coisas não sabem tão bem e eu não entendo bem porque. lojinhas de coisas vintage a preços aceitáveis e nada de inflação por ser moda. percorrer e andar perdido pelo bairro, entrar num cemitério digno de um conto de poe. adoro cemitérios e aquele encheu-me as medidas. com lápides partidas, musgo por todo o lado, ar abandonado a mausoléus em que só faltava uns ossos perdidos. não faço ideia de onde foi.

introduzir fotos mesmo boas de lápides um bocado assustadoras.

a noite, fim de tarde, a cair e é tempo de caminhar em direção ao museu judaíco. o único em que entrei. e passei lá o fim da tarde de tal forma embrenhada que me esqueci que queria ir á ópera. quando saí já há muito que esta tinha começado. tempo de regressar a casa que já tinha umas boas 10 horas a andar. metro abençoado que naquela altura já não estava virada para andar muito mais.

e dormir, dormir, dormir. o frio fez das suas e haviam sinais de uma constipação. ora bolas. ora, bolas, a rita maria está nos estados unidos. e eu que queria conhecer a ginger, a bicicleta mais hip da blogosfera. preguiça de sair de casa com o frio que está. sms do joão ‘vai ver o jardim zoológico ou um campo de concentração’. adorei. a descontração destas hipóteses só mesmo em berlim. nem uma nem outra. vou antes ver a kaiser-wilhelm-gedächtniskirche. e passo pelo tiegarten.

mais um passeio de metro que o corpo já está para lá de cansado e a igreja está coberta de andaimes e começa a chover. não me apetece mais. que se lixe, vou ás compras. afinal hoje á noite tenho uma festa de aniversário de uma pessoa que nem conheço e estou com ar demasiado mochileiro.

aquecer dentro das lojas e fazer retail therapy. que se lixe. chamada do trabalho que vai para o voice mail. ‘it has come to my attention that you are supposed to start in the new department next monday. as far as i am aware please meet us at crown court at 9am and someone will walk you through’. raios parta os ingleses e o seu excesso de polidez social e um departamento de hr que nunca sabe de nada. é que estou mesmo a ver que o meu nome deve estar mal escrito, outra vez. até porque ela me chamou de cristina. bloody hell.

roupinha nova e um ar cool que não se aguenta. nova colecção + saldos de criança e camadinhas que eu não estou para ter mais frio.

hey hey. onde é que eu estou? é pá, eu juro que não queria andar ás compras mas é difícil. estava a chover a igreja destruída está coberta de andaimes. e sabias que perto de tua casa há uma loja de coisas em segunda mão com coisas espectaculares? hu? eu? se comprei alguma coisa? ahumm bem, é pá. a mala custava 4€ e o lenço 1€. mais forte que eu. eu? sim, vou ter contigo. metro? que linha é? ok.

parar para comprar álcool avulso e jägermeister. casa do aniversariante. e pagas quanto pelo quarto? 200 euros? sério. eu tenho que me mudar. estava de volta a kreuzberg. ir jantar a um sítio aprovado pelo kyle, americano, logo com hamburgers massivos. em casa do harm, alemão, aniversariente, fazer demasiadas misturas para quem não comeu. incluindo um licor da transilvânia. beber para fazer tempo e ir até a um club algures. a anna juntou-se e ainda bem que isto de ser a única gaja nunca corre bem. música porreira e mais álcool, muito e um brinde joão, á nossa.

can we take a picture of your sneakers? sure! é pá, finalmente tornei-me alvo das objectivas da street fashion. sneaker freakers. pronto, é porque tenho uns ténis mesmo fixes. mal sabia eu que seriam as únicas fotos que ira ter de mim em berlim. que não tenho. sigh.

party till the sun rises. e o alemão é mesmo giro e eu não presto e que mania de fazer colecções. ainda bem que sabia onde é que o joão morava.

almoço? último dia em berlim e finalmente o bunny não estava a trabalhar. sábado e ás 9pm enfio-me novamente no avião para voltar á ilha. ó joão, não quero. adoro berlim. estou apaixonada de uma forma descontrolada. que porcaria de profissão que eu fui escolher. podes sempre voltar. volta no verão e vamos beber para as esplanadas. nessa altura é de dia até ás 10. não admira que adores isto.

um café simpático com vista para para uma igreja e montes de neve perdida. relaxar e conversar sem ser de forma noctívaga. chegaste a ver o tacheles? não. então vamos lá. ver o meu primeiro pôr do sol num céu limpo em muitos meses. ás vezes não te faz falta isto? sim. mas só ás vezes.

edifícios ocupados com ar de que vão ruir daqui a nada. e o cheiro. longe de mim, mas podiam, sei lá, perder este ar de que vais apanhar 4 doenças só de aqui entrar. digo eu. mas coisas muito boas lá dentro. e pena de não ter paredes brancas onde pendurar coisas. que se não tinham vindo comigo.

a noite já está a voltar e olhar o relógio. sim, ir a casa fazer a mochila. merda, a minha máquina. deve ter ficado em casa do harm. não ficou, veio-se a saber. merda, merda, merda. metro, correr e apanhar a ligação para o aeroporto. não me sei despedir das pessoas.

pela primeira vez na minha vida um pat down completo por uma senhora com ar de poucos amigos. água, preciso de água. e um saco do duty free que já não cabe mais nada na minha mochila. humm chocolates e está a andar. avião, autocarro, metro e andar 10 minutos até casa.

Scheiße, verließ ich mein Herz in Berlin.

comentários aos molhos

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