telegramas da época.

há coisas que eu sei que vão sempre acontecer. não interessa o como. nem o porquê. nem o que raio é chamado à questão. o natal é uma dessas coisas. tradição de natal na minha família nunca houve. ir a casa passar a consoada (comer batatas e bacalhau vá) cada vez mais de torna um pró-forma que fica bem. troca de presentes não existe. espírito de paz e amor entre as pessoas é uma pequena anedota. por isso o post exactamente abaixo ficou agendado. desde o ínicio do mês. porque há coisas que eu sei. comi mais nestes dias que nos últimos 3 meses. nem tudo são perdas. estive à lareira. luxo a que não me permito em minha casa. brinquei na cama do meu irmão com o filho dele. fiz de monstro e usei capas de invisibilidade. contei histórias de lanternas mágicas e de velinhas que não acreditavam no pai natal. o natal é das crianças e só mesmo pelo meu sobrinho para alinhar nesta pequena farsa rídicula. já regressei a casa e ouço ella fitzgerald. preciso de lavar a alma disto tudo. resolução de ano novo é comprar caixotes. e fiquemos por isso. a minha gata sentiu a minha falta mas não está de todo agradada com toda esta música. cada dia que passa mais penso em entregar-me a vícios. só para poder cantar vitória no fim de contas. tenho uma garrafa de mateus rosé em cima da minha lareira de um jantar de psudo natal absolutamente deprimente. sinto mesmo a falta de meia dúzia de coisas que nem sequer consigo dizer em voz alta.

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