quinteto tati + dead combo | teatro académico de gil vicente

não foi a primeira vez que tive a oportunidade de ouvir os acordes desviados de uma guitarra e de um contrabaixo vadio…como a noite dos recantos tortuosos do bairro alto. não sendo novo, não sendo novidade é sempre bom cruzarmo-nos com um gato preto como a noite. e quando o fim chega e se reclama mais do encontro de tantas coisas que exigem uma classificação própria tem-se que voltar ao princípio. os Dead Combo são a prova de que nem todas as viagens são perdidas… é nelas que por vezes nos encontramos.

o sexteto que dá pelo nome de um conjunto de cinco músico está dotado da capacidade da retórica. o discurso, a palavra…e as notas que são letras que formam palavras nas frases de cada acorde. nunca se sabe muito bem quando jp simões deixa o discurso para entrar na canção, talvez para ele seja tudo um contínuo. isso também não interessa. o que nos deslumbra é o desfile de rumbas, tangos e o que demais serve de suporte a voz da qual vive o quinteto tati. e quinteto tati e sinónimo da língua lusa sem espaço para outra, porque nos momentos em que cede ao lugar comum saxónico o resultado soa a produto estranho.

o fado gabiru saiu à rua e a palavra tem a palavra numa única noite. cruzamento em esquinas de luzes profanas.

quinteto tati + dead combo | teatro académico de gil vicente | 9 março 2005

comentários aos molhos

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