pronto, se dúvidas houvesse sou tal e qual a minha mãe. valha-me deus. faça eu o que fizer este minha compulsividade consumista herdei-a.
ora bem, hoje fui requisitada para tomar conta do pintelho que é o meu sobrinho mais novo. isto porque a minha mãe que está a tomar conta dele precisava de ir a um funeral.
mal entro dentro de casa sou bombardeada. que é que achas destas calças? e desta camisola? levo casaco? ir a um funeral de manga curta, achas que cai bem? e estes óculos de sol?
passando o diálogo que mantive com o meu sobrinho de 6 meses acerca da loucura da avó dele e da respectiva sorte associada da tia não consegui deixar passar ao lado o facto da minha mãe estar a meter na cara os óculos abaixo e a perguntar a minha opinião.
- wtf? onde é que os compraste?
- na feira da tocha!
- então mas…
- oh pá comprei os castanhos não gostei deles, depois vi lá estes e estes e comprei-os.
- bolas, ainda há uns tempos não usavas e agora compras 3 de uma vez. minha nossa.
- então e qual é o mal?
- oh pá, nenhum. mas sei lá. compravas uns de cada vez.
- é tudo da candonga.
- também os meus!!! e só compro uns de cada vez!
- mas queres estes?
- humm pode ser…
e, por breves instantes, estive na pele de uma mãe que critica a filha consumista. considerando que ela é a minha mãe e eu uma versão mais nova dela não há nada de bom que consiga vislumbrar para o meu futuro financeiro.
o que vale é que desenvolvi um estranho prazer por adquirir artigos da candonga. comprar as versões originais não têm metade da graça de comprar uma versão que de tão reles só é possível amar.
e isto tudo porque?
porque eram só mesmo os óculos de sol que me faltava para canalizar o meu casual audrey. óbvio que canalizo, dos pés à cabeça, a versão da candonga.
thanks mom. you don’t know it but you’re the best!
don't save it just for yourself. share!