esta é a pussy que volta e meia quer festas e partilhar a atenção. o tipo francês diverte-se imenso com a situação. eu também.


que degenera em cabrão-filho da puta? oh se gosto. é disso e de chocolate.
que já não estou a ficar nova é um facto. que algo aconteceu comigo nos últimos anos é inegável. o que raio se passa com a minha vida é um mistério e eu não faço puto do que se passa também é verdadinha.
isto porque? porque sou uma pessoa porreira. faço couchsurfing e até aqui na ilha já me encontrei com algumas pessoas. não sou, infelizmente, grande guia já que sou uma anti tudo que se assemelhe com lugar hipster o que inviabiliza logo metade de londres. a outra metade têm preços que a minha consciência inviabiliza porque é tudo pornográfico.
adiante. fui jantar com um couchsurfer de passagem por londres. já cá tinha estava em dezembro mas eu não pude. saí de um dia de trabalho estupidamente cansativo e o tipo deixa-me especada a esperar durante 40 minutos. só uma sms a dizer ‘quando estiver a chegar aviso’ a previsão de quando isso seria falhou em grande e eu, menina com uma crónica falta de paciência para este tipo de merdas, até me aguentei bem.
depois foi o ir de metro quando bastava andar 10 minutos e eu, meus amigos, tenho um certo horror a andar a desperdiçar libras á toa, que o mestrado é caro comá merda. tudo bem. whatever. jantar e conversa aqui e ali. e um roçar de perna que eu achei acidental e mais outro e fodasse que se isto é acidental eu estou em marrocos e não num restaurante marroquino. pessoinha aborrecida como o demónio. falar? só se for para dizer que não têm nada para fazer e blablabla whiskas saquetas e podíamos ir para o hotel dele.
amigo, coisinha, não. não e não. ahh espera. não. que tenho que ir trabalhar de manhã e ainda demoro testículos de tempo a chegar a casa. todas as desculpas que pudesse imaginar para me meter a milhas literais dali.
não quero ir comprar vinho. não quero ir para o teu hotel. e por deus pára de roçar a tua perna na minha.
momentos de silêncio constrangedor que o bicho sem ser avanços mal disfarçados era incapaz de conversar. e depois o erro. o erro da noite. comentei na brincadeira que se os cachimbos que as pessoas estavam a fumar na esplanada tivessem droga é que era. ó sophia mulher que foste tu dizer.
bicho seguia passado dois dias para o porto e eu, boa couchsurfer, partilhei dicas de uma cidade do coração. 0 animal já só queria era saber se eu arranjava contactos de pessoal que lhe orientasse haxixe. amigo, pá, eu nem sequer morava no porto e mesmo em coimbra…em londres? nem pensar. não. não conheço ninguém. no trabalho?!?! estás a ter uma paragem cerebral? claro que não vou perguntar!
liga-me antes de embarcar para o porto para confirmar que voltava a londres na sexta á noite e que se eu soubesse de alguém no porto…mas tu és estúpido ou quê? queres tentar regressar ao reino unido com haxixe na mala?
sexta voltamos a encontra-nos. vais ter ao hotel e bebemos um vinho…ok ok ok.
o telemóvel tocou toda a sexta á noite e agora estou em dúvida em relação á desculpa a usar.
será que deixei o telemóvel no trabalho? em casa de alguém? perdi-o? tive visitas surpresa de pessoas e esqueci-me? adormeci de tão cansada que estava? fui para os copos e só acordei do coma hoje?
aceitam-se sugestões. não me apetece ter uma referência negativa. afinal tive que aturar o animal e ainda paguei o meu jantar que estava tão aborrecido como a companhia.


a mostrar que não é porque se tem a topshop, primark, asos e mais quinhentas lojas á mão que muda o facto de não se ter gostinho nenhum. básicos e tons de preto. aii que é tão difícil vestir-me.
mas vá que o tipo ainda se saiu com um ‘se calhar esse tipo de “problema” deves ter em todo o lado e não é só na tua vizinhança’.
e prometido é devido por isso quero que me enxovalhes nos comentários.
o zé diz que eu devia ir viver a vida de uma rock star chick. que é como quem diz : date a band member. não interessa que banda nem que membro da banda é. viver a estética da coisa simplesmente. claro que as conversas degeneram sempre para o terrítório do facilitismo sexual. sempre. shag a band member. shag the drummer, shag the guitar player, shag the lead singer. eu nunca me fico por menos. shag the crew. all the crew. been there, done that. o date a band member claro. não o shag the crew. muito mais aborrecido que se possa pensar. novamente o date a band member e não o shag the crew.
tenho perfil para isso? acho que não. encostada a um sofá encardido num bunker escuro e com aromas esquesitos e que é um dos clubes mais hipsters de west london esperava para me poder despedir de uma pessoa. isto enquanto vários band members andavam a descarregar parafrenália para o concerto da tarde. e enquanto via desfilar aquele pessoal só conseguia pensar nesta música. o ruivo com ar ‘eu sou enfezado que aleija mas tão indie que doí ainda mais’ olhava-me com um misto de ‘eu faço parte de uma banda e sou cool’ e ‘eu sou uma pessoa e tenho sentimentos e tu estás-me a julgar’. e quanto mais o ar deslizava para a última opcção e cada vez que passsava perto de mim baixava os olhos para não ter que me ver com um sorrisso sarcástico que cresceu na minha cara cada vez mais eu tinha a certeza que se calhar não.
porque é que não voltas daqui a pouco, bebes um copo e assites ao concerto? (último da tourné e temos bué pessoal que vem ver-nos). é melhor não. o ruivo, coitadinho, já não aguenta muito mais tanto julgamento e daqui a nada começa a chorar. pá é o último concerto deles.