Classé dans reading material

one morning online shopping

noites brancas VII

porque tudo é uma questão de palavrões, de voz, não se deve esquecer, deve-se tentar não o esquecer completamente, o que importa é haver uma coisa a dizer, por eles, por mim, não se sabe, é cãs para pensar se toda esta confusão de vida e da morte não lhes é totalmente alheia, tanto quanto a mim.

noites brancas de fiódor dostoiesky, tradução de filipe e nina guerra

noites brancas VI

os queimados vivos, quando não estão atados, não hesitam, caramba, em correr para todos os lados, sem qualquer método, crepitando, em busca de um pouco de frescura. até há os que levam o sangue-frio ao extremo de se atirarem de uma janela. não se lhes pede tanto.

noites brancas de fiódor dostoiesky, tradução de filipe e nina guerra

noites brancas V

não precisa racicionar, só tem de sofrer, sempre da mesma forma, nunca menos, numa mais, sem qualquer esperança de uma pausa, sem qualquer esperança de morte, é muito simples. não é preciso racicionar, para não se ter esperança. venha pois a monotonia, é mais estimulante.

noites brancas de fiódor dostoiesky, tradução de filipe e nina guerra

noites brancas IV

o cinzento não significa nada, o silêncio cinzento não é forçosamente senão um bom momento a passar, tanto pode ser o mais, como pode ser o menos oportuno.

noites brancas de fiódor dostoiesky, tradução de filipe e nina guerra

noites brancas III

então poderão calar-se, sem terem de recear um silêncio incómodo de morte como se diz, com anjos a passarem, um verdadeiro martírio.

noites brancas de fiódor dostoiesky, tradução de filipe e nina guerra

noites brancas II

não, pode-se passar assim a vida, sem poder viver, sem poder fazer alguém viver, e morrer inutilmente, sem se ter sido nada, sem ter feito nada.

noites brancas de fiódor dostoiesky, tradução de filipe e nina guerra

noites brancas I

não, no sítio onde está não pode instruir-se, a cabeça não pode funcionar, sabe tanto como no primeiro dia, limita-se a ouvir, a sofrer, sem compreender.

noites brancas de fiódor dostoiesky, tradução de filipe e nina guerra

parece que ontem a morte estava ao serviço.

via coisas do arco da velha

acabei de ver o corpo de saramago a chegar a portugal. entre ontem e hoje já vi, revi, ouvi falar, ouvi-o a ele, falaram dele  e falaram mais um pouco. o habitual quando alguém morre.

ontem soube que tinha morrido e pensei imediatamente que quando o descobri, a medo confesso, por todos os demónios que circulavam acerca desse escritor impossível que é saramago, senti-me pequena. pequena porque me contou uma história deliciosa, simples. e não vi nenhum demónio. só vi um homem que parte de coisas simples e delas faz histórias. fechei o livro daquela forma que adoro. com um sorriso. sorri há poucos dias quando fechei ‘as intermitências da morte’. sorri muito, sorri lá dentro.

parece que ontem a morte estava ao serviço.

ontem também deparei-me com a capa daquele livro ali em cima. levantei-me imediatamente e passei dedos por lombadas. sim, está aqui. sempre o comprei. compras compulsivas de livros usados. porque o preço, por favor, é impossível não comprar. este lembro-me de ter visto a cor da capa no meio de pilhas de livros amarelecidos. a ilustração doce. o gigi ali simplesmente. olhei para ele e disse.pff também não é por um euro. quando cheguei a casa abri-o e reparei que a tradução é de saramago. se todos os acasos da tua vida fossem assim bons.

agora o homem é santificado, desprovido de defeitos, de falhas. a morte é assim redentora para quem parte. o homem, esse pertence apenas aqueles que com ele privaram. e são deles as tristezas e as dores das despedidas.

não me entristece que tenha morrido. nascemos todos para isso. poderia pensar que já não escreve mais. mas ainda tenho tanto do que ele escreveu para ler.

alegro-me que o tenha feito. que tenha escrito. que me tenho feito sorrir. e que me tenha acompanhado por tantas horas. e por muitas mais que acompanhe no futuro.

o lugar é mais que comum. o homem morreu mas ele foi maior que a vida do seu corpo. e essa vida fica cá.

e foi assim que me desgracei.

wishlist

wishlist

Eat, Memory (originally published in 2008, and reprinted this year) is a collection of food essays written by modern authors — not just food writers, but novelists and essayists as well. These essays were originally printed in The New York Times Magazine, in a column begun by Amanda Hesser. She wanted to explore the things that food evokes in our memories, the “emotional component of the way we eat.” So her “Eat, Memory” column invited well-known writers to submit essays about key moments in their lives that involved food. As Hesser says, the results were “un-rosy but riveting.” Food is often a key to the most poignant, difficult, and sad moments in our lives, as well as the most joyful.

faith durand

rua de baixo : arte à parte

Uma associação é um conjunto de pessoas? E que faz um conjunto de pessoas em Coimbra em nome da Arte?

já está nas bancas electrónicas mais uma edicção da rua de baixo. mais umas palavras escritas pela menina. vão lá e sejam da rua.

das marcas que se mostram.

butt magazine

e nos comentários aquilo que não se vê.

the great pretender?

You’re Mother Night!

by Kurt Vonnegut

Nobody knows what to believe about you, and you know least of all. You spent most of your time convinced that the ends justify the means, but your means were, well, downright mean! And the end is nigh. Meanwhile all you want is to travel back in time, if not to change, then to just delight in the way it used to be. You are who you pretend to be. Oh yes, you’re the great pretender.


Take the Book Quiz

visto aqui. e não há volta a dar-lhe. não resisto a estas coisas.

[wishlist] listography your life in lists

listography your life in list | lisa nola, nathaniel russell | 2007

um must-have para uma sucker por listas como eu.

[wishlist] street gang: the complete history of sesame street

street gang: the complete history of sesame street | michael davis | 2008

a capa é terrível. mas o oscar…oh pá eles escolheram o oscar para a capa. aquela latinha do lixo é um clássico. uma palavra: quero! a lata e o livro :)

quero-te mais perto*

late bday. early xtmas. love this time of year.

(pódio para o livro reles do topo*. clássico! com tudo o que tem direito. love it!)

*ai que sou tão reles que não se aguenta.

um catálogo de sonhos

na noite riscada de estrelas cadentes, mais numerosas e breves que os desejos que se possam formular, prometi esperar por ti.
mas o sono ronda o corpo até encontrar uma ferida por onde entrar.
e adormeçe o sangue num torpor de chumbo.
rarefez a luz e coagula o ar na árvore dos pulmões e quando desperto estou rodeado de constelações desconhecidas e o mundo afogou-se em silêncio, muito para lá dos meus dedos.

um catálogo de sonhos | josé carlos fernandes | 2004

copyright is for losers

they exist without permission. they are hated, hunted and persecuted. they live in quiet desperation amongst the filth. and yet they are capable of bringing entire civilizations to their knees.
if you are dirty, insignificant and unloved then rats are the ultimate role model.

wall and piece | banksy | 2005

the company they kept – writers on unforgettable friendships

Without the affection that runs through these memoirs, they would be lifeless. Without the literary judgments they imply, they would be hollow. In each one, high critical standards count for practically everything but are seldom stated. In such company it isn’t necessary.*

don’t judge a book by it’s cover. always heard that. sure do. but this has a cover that goes with the guts. quest for the summer. and a must read.

*the company they kept – writers on unforgettable friendships | edited by robert b. silvers & barbara epstein | the new yor review of books | 2006

american psycho | bret easton ellis

A vida permanecia uma tela em branco, um lugar comum, uma telenovela.*
Certamente será assim a existência de Patrick Bateman, um homem belo por todos os parâmetros, com todo o dinheiro que poderia gastar em 10 vidas, um dia-a-dia despreocupado ocupado entre um escritório dispensável, encontros para almoços e jantares e festas.
Um yuppi produto dos anos 90, saído da wall street com os seus fatos de marca e gravatas a condizer em que a maior preocupação é assegurar uma reserva no mais recente hot spot para jantar.
Um mundo de aparências em que o que quer que se passe dentro de portas, longe de olhares alheios não existe, não é real, não têm importância. O que realmente importa é o que parece e o que os outros pensam. Apesar de a sua superioridade ser muito relativa e unicamente limitada ao grupo de seres que se movimentam em escritórios de wall street e que falam de números, fora deste micro cosmos seguro porém altamente competitivo em que quem cai morre, os yuppi são desprezados e olhados com indiferença.
Patrick Bateman é mais um desses prepotentes que busca na cocaína a adrenalina que movimentar milhões de dólares já não produz. As relações humanas, o sexo francamente nem a cocaína já consegue produzir sensações. Patrick Bateman é um ser que podia ser anódino. Não é. Só a depravação, a dor que inflige nos outros lhe garante sensações. Paul é um produto da sua América.
American Psycho é um livro cru, directo, básico à primeira vista. Tudo o que ele pode dar está para além do que está escrito, naquilo que se pode pensar acerca dele. Pensar por que será que os americanos são tão propensos à violência? Porque tem eles mais assassinos em série que outros países? Porquê as elevadas taxas de homicídios? Porquê os miúdos que se passam e matam toda a gente? A personagem criada por Ellis é real enquanto corrector da bolsa e é absolutamente realista enquanto assassino depravado. Juntar os dois impunemente talvez seja mais difícil. Até os momentos de entediantes descrições de ostentação são hilariantes.
Fay Weldon escreveu no The Guardian: “American Psycho is a beautifully controlled, careful, important novel which revolves about its own nasty bits. Brilliant.”
Ainda não vi o filme, queria ler o livro primeiro, naturalmente a riqueza de pormenores é incomparável. Lido que está duvido que o filme posso mimetizar muito do horror descrito. A acrescentar que este é daqueles que não existe tradução que lhe faça justiça.

*Life remained a blank canvas, a cliché, a soap opera.

american psycho | bret easton ellis | 1992

texto publicado em orgia literária.

so many book, so little time – a year of passionate reading | sara nealson

Em mais um espasmo compulsivo tive que só dar uma espreitadela ao livro acabadinho de chegar à minha caixa de correio com carimbo da Grécia (soa imensamente bem escrever estas coisas mas nada mais é que pura consequência do karma da literatura, o bookcrossing). Uma tarde depois a coisa parecia definitiva, era só mais um respirar fundo e dava-se esta leitura por terminada. E no primeiro par de horas empregue até me pareceu que a coisa estava a correr bem. ‘so many books, so little time – a year of passionate reading’ apresenta-se à priori como o livro perfeito para uma leitura compulsiva. A autora assume-se despuduradamente como uma dessas que tais que ama os seus livros e que se impressiona grandemente pelas leituras dos outros tanto quanto pelo seu aspecto físico ou estilo pessoal. Estava, portanto, em terreno familiar. O livro lê-se muito bem, com o seu estilo coloquial e as suas aproximações às divagações que dois amigos fariam mordazmente sobre um qualquer livro à mesa de um café. Nada de sentidos da vida nem pretensiosas discussões sociológicas, culturais, filosóficas, teológicas ou o quer que seja.
A coisa até começou realmente bem com uma a descrição de Sara Nelson da sua biblioteca, “ from floor to ceiling on three walls, it’s beautifully lined with cherry shelves” (pág.1) e consequente inveja da minha parte.
E na página 55 deparo-me com a frase que deveria exorcizar os meus demónios, “Allowing yourself to stop reading a book – at page 25, 50, or even, less frequently, a few chapters from the end – is a rite of passage in a reader’s life, the literary equivalent of a bar mitzvah or a communion, the moment at witch you look at yourself and announce: Today i am an adult. I can make my own decisions.” Estranhamente não os aplacou, só agravou as memórias dos meus livros inacabados. O livro que me andava a acusar desde o seu banho de mar, No antigamente, na vida de José Luandino Viera, parece agora que apurou a sua inaudível voz a um ponto insuportável.
“E dizes tu que não desistes? Aqui estou eu, prova feita papel em como o fazes.” E num momento de contra-cultura, segue-se um espasmo de ridicularização tão soberbamente encarnado no riso do Nelson dos The Simpsons, “AH AH ”
Proscrito sejas seu infame!, grita a minha mente para logo se silenciar em vergonhosa concordância. Raios!
É isso mesmo, sou uma pirralha. Confesso-o publicamente.
Não consigo não terminar um livro. Mesmo experiências que se assemelham a dores físicas como foi ler o, para mim execrável, Fanny Owen de Agustina Bessa-Luís ou o tédio histórico de Gore Vidal e do seu Império. E mesmo assim, com más experiências (existem em todo o lado) e muitas leituras inconsequentes, quase que para limpar a cabeça para um livro verdadeiramente impressionante, não consigo perceber quem não termina um livro. É verdade Diogo, eu tento, eu invejo-te, mas não entendo essa tua mania.

‘Mas não queres saber como acaba?’
‘Assim os livros nunca acabam!’
‘Mas….o final tem muitas vezes a chave de toda a história.’
‘Mesmo assim.’

Seja. Sou uma miúda, não atingi a compreensão da idade adulta na leitura. Para o diabo com isso. A melhor sensação que tenho quando leio um livro é poder ler a última frase e sentir quase que a emergir e respirar pela primeira vez depois de estar debaixo de água enquanto lia. Quando acontece é uma sensação estupenda. Encontrei mais um Livro. Dos que vão para o retiro bucólico de serem eternamente recordados como puras delícias e se estabelecerem como entidades quase místicas. Os meus favoritos.
Por isso, à minha vergonhosa desistência, junto três abandonos por força maior: Evangelho segundo Jesus Cristo de José Saramago, Admirável Mundo Novo de Adolpus Huxley e Fúria de Salman Rushdie e a eles, mais tarde ou mais cedo, vou regressar.
E de regressos se tratando, voltando à leitura de ‘so many books, so little time – a year of passionate reading’.
A segunda tarde a ele dedicada correu mal. Culpa do livro. O que ao princípio tem a sua graça passa a ser uma irritação constante. Já sabemos que trabalha numa revista feminina, já sabemos que o marido trabalha no Saturday Night Live e que o miúdo tem 7 anos, pela paz de Budha, não precisa de o repetir a cada três linhas. Tal como não é preciso estar constantemente a referir ser judia e que o marido é descendente de japoneses e católico e que o casamento é um elogio às diferenças. Em muitas alturas a vontade dominante era ceder a impulsos nova-iorquinos e dizer-lhe ‘oh just shut the fuck up, you bitch’. Nem as famigeradas estantes já me pareciam invejáveis a determinado ponto. Ponto esse em que, com uma imensa animosidade para com a autora, tinha determinado um linha invisível na minha cabeça que me dizia que se ela referisse Philip Roth mais alguma vez o livro voava janela fora. E nem sequer é meu! Felizmente a minha paciência esgotou-se quando o livro estava a terminar e nada lhe aconteceu. Repousa pacificamente no sofá e dentro em breve seguirá a sua viagem. Podia ainda dizer qualquer coisa sobre a quase exclusiva leitura de autores anglo-saxónicos but i don’t even wanna go that way.

so many books, so little time – a year of pasionate reading | sara nealson | 2003

são quase 5 da manhã….

são neste momento 3:48 da manhã e não tenho sono. é certo e sabido que isto me acontece com frequência mas têm uma tendência exasperante para acontecer quando eu preciso de dormir, quando o descanso me fazia jeito e nem era mal pensado. o que vale é que os meus compromissos actuais são…no mínimo…dispensáveis e de somenos importância, porém com uma relevância social por demais evidente para a minha pessoa.

enfim, são 3:51 da manhã e estou a ver televisão, ou melhor, a fazer zapping. claro que paro de tempos a tempos e vejo como se combate um camarão mutante gigante ou então vejo um programa de desporto qualquer. três convidados, cada um deles a representar um dos ‘grandes’, e o moderador e era vê-los na amena galhofa acerca de futebol. quatro homens e muita vontade, entre eles o jorge gabriel (sim porque a carreira dele começou com qualquer coisa ligada ao futebol e só mais tarde é que se dedicou a entreter idosos por esse país afora e emigrantes deste portugal nesse mítico programa que é a praça da alegria, bem catita).

e enquanto a minha mente era inundava por uma imensidão de factos do género: quem eram os laterais de um alemanha-portugal em 76, quem era o árbitro dum qualquer jogo de 86, em que minuto é que o rui costa foi expulso já não sei de onde, quem era uma suposta personagem execrável que presidia à fifa por essas alturas, bitaites acerca das cores do equipamento da selecção e discussões sérias sobre o facto do scolari ser ou não pragmático. não consegui deixar de pensar: budha seja louvado mas que coisa tão imensamente inútil.

e perante a minha própria afirmação foi-me de todo impossível não me lembrar de um parágrafo que nos alertava para quais os conhecimentos que qualquer pretendente a ser culto e informado não devia exibir.

ora, a menos que sejam intelectuais, recomenda-se aos homens um certo desconhecimento nesta área, sobretudo se o desporto em causa for o futebol. quem tem na ponta da língua como o benfica jogou contra o salgueiros em 1969, quem fez os golos e quem foi substituído, desmascarou-se como perito do futebol. só por este facto torna-se logo alguns graus mais improvável que essa pessoa seja, simultaneamente, um conhecedor da obra tardia de goethe, incluindo as suas obras sofre a morfologia. certamente os conhecimentos futebolísticos tornaram-se chiques entre os intelectuais após o maio de 68: mas, para que assim fosse, uma pessoa tinha de ser marxista ou pelo menos sociólogo para deste modo procurar o contacto com as massas trabalhadoras. ser-se liberal, ou mesmo conservador, e, apesar de tudo, adepto do salgueiros seria considerado um mero sinal de vulgaridade.”

portanto, claramente, era improvável que aquelas quatro almas soubessem quem sequer era goethe, quanto mais se ele tinha obra e tardia ainda por cima. aproveito para aconselhar a leitura de ‘cultura – tudo o que é preciso saber’ de dietrich schwanitz editado pela dom quixote.

mas só mesmo para aqueles que:
- acham que o saber é sempre uma valiosa adição;
- não tem medo de livros grandes com letras pequeninas;
- estão tentados a testar o seu corrente saber;
- não se sentem esmagados pela quantidade de coisas que não sabem;
- dificilmente se sentem estúpidos, mesmo contra todas as evidências.

o livro, apesar de todas as evidências contrárias é bastante divertido e está recheado de momentos de um humor acutilante. nem sempre fácil, nem sempre acessível, mas capaz de arrancar umas gargalhadas e uns ‘este dietrich é um malucão’. um destes dias ainda me tiro dos meus cuidados e ainda vou ver qual é o âmbito da filologia.

quintas de leitura | teatro do campo alegre

Dia 19 Maio pelas 22 horas José Luís Peixoto fala sobre o seu primeiro romance «Morreste-me». Leituras pelo autor e ainda por Filipa Leal, Naná Menezes, Sandra Salomé e Pedro Lamares. Participação especial da artista plástica Cláudia Ulisses. Segunda parte: Actuação de «Old Jerusalem», um projecto do songwriter Francisco Silva, que se enquadra na área do «Alternative Country».

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