Classé dans i’m a londoner now

catano que está mesmo calor.

os chocolates que comprei no outro dia derreteram todos e tive que os enfiar no frigorífico. sim é triste mas comprendam. está calor mas o céu está meio cinzento por causa do smog. meh.

estão uns fantásticos 26º

e eu estou aqui a lutar com o excesso de calor. já não estou habituada a estas temperaturas. banho fresco nos planos para mais tarde.

sabes que vives num sítio estranho

quando de manhã, a olhar pela janela da cozinha a admirar o glorioso céu azul lá fora, vês o que supões ser um corvo com uma minhoca no bico.

e pensas que a minhoca é grande e estás pronta para um diálogo interior acerca do ciclo da vida quando o corvo levanta voo do telhado e faz uma aproximação á janela. e não, não é uma minhoca mas a cauda do que se confirma ser uma ratazana. das grandes e gordas.

estão a ver a carinha de felicidade ali abaixo?

pois. era a carita que eu tinha quando saí da loja com a minha bicicleta nova. fofinha e bonita. mas a verdade é que nem tive tempo de lhe dar nome.

esta é a única memória que vou ter dela, isso e o cesto. foi roubada á porta de minha casa há uns dias atrás. andei nela duas vezes e o que me resta são as chaves do cadeado e muita ressaibiação.

e eu parecia tão cool nela…

boca doce de chocolate sabe a casa

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o que eu gosto no google latitude

é que é muito específico. diz-me que casa está á distância de uns parcos 1409 km. um pulinho.

acabadinha de acordar á bruta

por um barulho bem alto e não identificado. como tenho bastantes janelas e consegui identificar de qual é que vinha o dito barulho primeiro instinto é levantar e ver. segundo é parar e pensar.

vamos lá a ver: há o que parecem pequenas explosões secas, em intervalos regulares e graves. não são tiros portanto é seguro ir á janela. humm será que são as condutas do gás? (andaram em obras na rua nas semanas anteriores porque a que estava em frente ao kfc deu-lhe uma coisinha. fecharam o kfc quando eu estava apostada em comprar um balde lá e isso aborreceu-me um bocado) não, o som parece mais o típico de um motor. deve ser um carro ao qual deu um berro.

2 minutos a pensar e avaliada a situação era seguro ir á janela ver o que se passava. (sim, tenho que considerar se não anda por ali um gangue aos tiros. sim, é a primeira coisa em que penso. não, não estou a ser paranoíca)

o que era? estão  a ver as marcas das estradas? as brancas das bermas ou para marcas lugares de estacionamento? normalmente a malta tuga ou espera que aquilo desapareça o que justifica que se façam novas marcações ou, mais comum ainda, pintam as novas sem apagar as antigas e depois são aquelas belezas de arte contemporânea que de quando a quando vemos no chão.

pois que esta gente aqui não. eles apagam e pintam novas. o que era o barulho? o que parecia um lancha chamas a ser posto a trabalhar porque é com isso que apagam as marcas antigas.

porque é que estou a fazer um post por causa disso? porque levantada que estava já não tinha desculpas e tinha que ir á casa de banho. nas escadas da esquina estava o vizinho sentado. e pergunta-me o que era o barulho. eu explico. vou á casa de banho. regresso e ele tinha ido á vidinha dele.

ah! he’s a pussy. ahahahah (triste que agora insulte pessoas em inglês) mas o vizinho é medroso. estão a ver a sequência de pensamentos por exclusão que eu fiz antes de ir á janela? ele claramente não se deu ao trabalho e meteu-se nas escadas interiores do prédio para estar a salvo.

portanto, vivia com um gajo que batia na namorada e que foi preso. agora vivo com um medricas paranoíco. menos mal, é giro.

sim, que o senhor das limpezas continua a ser o senhor do bigode. disturbing.

e explicar-lhe isto?

aterrei há uns dias em stansted com quase uma hora de atraso. voo já partiu com atraso considerável e uma viagem nem sempre suave ditou o mesmo. iphone morreu pelo caminho (só a bateria. madeira! madeira!) porque tive que contornar o não poder ter o telemóvel ligado dentro do avião e se não fiz o check in no facebook algures no canal da mancha que o d. me pediu a verdade é que fiz o check in num Ryanair Boeing 737-800. sentido de humor parvo? podia lá fazer check in todos os dias.

mas adiante. tinha quem me desse boleia á espera. o destino ainda ficava a cerca de 50 minutos do aeroporto. chegada ao destino entretive-me com coisas avulsas como tomar um duche e quando finalmente disse que estava viva á minha mãe já eram quase 2 da manhã. devia ter dito que me encontrava insular desde as 23h30. mais coisa menos coisa.

expliquei o atraso e o telemóvel sem bateria. a minha mãe achou que não. que estava a mentir. que o avião tinha avariado e que tinha aterrado noutro lado qualquer. mantêm até hoje que quase morri num acidente de avião apesar de só lhe ter dito que a viagem teve mais turbulência que o habitual. isto porquê? porque estupidamente em conversa com ela e com a minha tia enquanto curtia uma tarde domingueira disse que até viajava um bocadito pela europa mas que não lhe dizia nada porque ela têm tendência para o exagero e para se preocupar de forma quase patológica. assim em vez de dizer que vou e ela pensar que eu posso estar ás portas da morte a cada 5 minutos não digo nada. e só referi brevemente que fui a sítios e regressei viva.

algo me diz que os próximo dois meses vão ser duros. e nem pensar em dizer que antes de potugal ainda vou andar em tour pelo norte da europa.

primeira refeição cozinhada em Londres

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só precisei de 8 meses.

passei o fim de tarde de sexta

no old operating theater museum a aprender como é que se faziam amputações no sác. xix e mesmo para mim foi impressionante. o museu é minúsculo e era um antigo anfiteatro em que se ensinavam as futuras gerações de cirurgiões a arte  da época e que foi fechada graças ao progresso instituído pela que é a grande patrona dos enfermeiros, florence nightingale. e porque apesar de tudo ainda o sou cá dentro e o dia do enfermeiro foi comemorado no passado dia 12 é interessante ver ao vivo e a cores com carradas de pó o que apenas uma mulher consegue fazer pelo mundo. um saudação especial para todos os meus colegas que não desistem e são grandes profissionais e extraordinários seres humanos.

as pausas são alimentadas a chocolate derretido

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@harrods chocolate bar

vamos lá por pontos

que isto do casamento real tem o seu interesse.

  • eu não vi na televisão. não vi ao vivo. estava a trabalhar. mas estava a dois passos do sítio. olhos postos num quadrado confinado de londres em que eu estava e não podia estar menos interessada.
  • vi o beijo real num terraço e logo a atenção foi desviada para pombos e celebridades.
  • o vestido é fofo mas aborrecido.
  • o william é careca e longe vai o tempo em que ele tinha aquele ar que dava vontade de fazer coisas.
  • isto de ser um conto de fadas é muito bonito mas a rapariga casou-se e vai ter um emprego. a diferença é que ela vai ter que trabalhar 24 horas por dia.
  • pedalei por ruas vazias o que é sempre agradável. quando todos estavam colados á televisão a ver a cerimónia estava a curtir as ruas fechadas e o absurdo de estar a ver na televisão uma coisa que estava a acontecer na esquina.
  • os britânicos deliram com estas coisas.
  • os comentários de ‘ah mas o vestido não era bem de princesa’ foram os meus favoritos. repetidos até á exaustão.
  • o dia passou-se na galhofa sem grande coisa que fazer.
  • graças a ser feriado vou ter mais um dia de férias e isso quer dizer que graças a estes dois queridos vou a praga no fim do mês.

e por isso desejo-lhes as maiores felicidades que eu sou uma gaja que agradece as coisas boas da vida.

gente, quilla kat. quilla kat, gente.

depois de tanto bike porn a verdade é que em dezembro lá me decidi a comprar uma bicicleta. nunca aqui a tinha apresentado á séria. talvez porque lhe faltava um nome. agora que já foi baptizada aqui está ela em toda a sua glória suja de meses na estrada. gente esta é a quilla kat.

caso queiram saber é uma fold (dobra-se ao meio para poder andar no metro e autocarros e para eu a poder enfiar na entrada do prédio). a segunda coisa é que ando a remoer fazer-lhe uma makeover. já tenho a coisa semi apalavrada com um colega.

a terceira e última é que quilla não é de killer. é de tequilla.

after work. wanna join?

os dias por aqui são de primavera com uns civilizados 20º. é ver londoners esticados na relva. também por lá andei um destes dias. hoje foi só um pequeno momento de relaxar depois do trabalho que fica ao fundo da rua do hyde park. nunca pensei ser possível mas mal posso esperar para me esticar ao sol e virar uma versão morena e ainda mais paquistani/indian/turca do que já sou.

visitas

receber amigos em casa é sempre um prazer. ainda mais quando não se está bem, bem em casa e essa está longe. sabe ainda melhor passar as noites em claro a queimar minutos em conversas, beber uma cerveja, tomar o pequeno almoço em versão posh e dizer até daqui a uns dias.

vá, que na próxima visita tenho mais tempo e menos trabalho.

quem é que está a comer torradas em casa?

eu!

se soubessem o amor ao pão torrado que eu tenho percebiam que logo após a ter dominado a técnica de aquecer leite sem bule e sem microondas ter ido buscar uma torradeira é a coisa que mais me alegria me dá.

é que nem uma shopping spree com 50% desconto me aquece tanto o coração.

 

aceitam-se sugestões.

que já não estou a ficar nova é um facto. que algo aconteceu comigo nos últimos anos é inegável. o que raio se passa com a minha vida é um mistério e eu não faço puto do que se passa também é verdadinha.

isto porque? porque sou uma pessoa porreira. faço couchsurfing e até aqui na ilha já me encontrei com algumas pessoas. não sou, infelizmente, grande guia já que sou uma anti tudo que se assemelhe com lugar hipster o que inviabiliza logo metade de londres. a outra metade têm preços que a minha consciência inviabiliza porque é tudo pornográfico.

adiante. fui jantar com um couchsurfer de passagem por londres. já cá tinha estava em dezembro mas eu não pude. saí de um dia de trabalho estupidamente cansativo e o tipo deixa-me especada a esperar durante 40 minutos. só uma sms a dizer ‘quando estiver a chegar aviso’ a previsão de quando isso seria falhou em grande e eu, menina com uma crónica falta de paciência para este tipo de merdas, até me aguentei bem.

depois foi o ir de metro quando bastava andar 10 minutos e eu, meus amigos, tenho um certo horror a andar a desperdiçar libras á toa, que o mestrado é caro comá merda. tudo bem. whatever. jantar e conversa aqui e ali. e um roçar de perna que eu achei acidental e mais outro e fodasse que se isto é acidental eu estou em marrocos e não num restaurante marroquino. pessoinha aborrecida como o demónio. falar? só se for para dizer que não têm nada para fazer e blablabla whiskas saquetas e podíamos ir para o hotel dele.

amigo, coisinha, não. não e não. ahh espera. não. que tenho que ir trabalhar de manhã e ainda demoro testículos de tempo a chegar a casa. todas as desculpas que pudesse imaginar para me meter a milhas literais dali.

não quero ir comprar vinho. não quero ir para o teu hotel. e por deus pára de roçar a tua perna na minha.

momentos de silêncio constrangedor que o bicho sem ser avanços mal disfarçados era incapaz de conversar. e depois o erro. o erro da noite. comentei na brincadeira que se os cachimbos que as pessoas estavam a fumar na esplanada tivessem droga é que era. ó sophia mulher que foste tu dizer.

bicho seguia passado dois dias para o porto e eu, boa couchsurfer, partilhei dicas de uma cidade do coração. 0 animal já só queria era saber se eu arranjava contactos de pessoal que lhe orientasse haxixe. amigo, pá, eu nem sequer morava no porto e mesmo em coimbra…em londres? nem pensar. não. não conheço ninguém. no trabalho?!?! estás a ter uma paragem cerebral? claro que não vou perguntar!

liga-me antes de embarcar para o porto para confirmar que voltava a londres na sexta á noite e que se eu soubesse de alguém no porto…mas tu és estúpido ou quê? queres tentar regressar ao reino unido com haxixe na mala?

sexta voltamos a encontra-nos. vais ter ao hotel e bebemos um vinho…ok ok ok.

o telemóvel tocou toda a sexta á noite e agora estou em dúvida em relação á desculpa a usar.

será que deixei o telemóvel no trabalho? em casa de alguém? perdi-o? tive visitas surpresa de pessoas e esqueci-me? adormeci de tão cansada que estava? fui para os copos e só acordei do coma hoje?

aceitam-se sugestões. não me apetece ter uma referência negativa. afinal tive que aturar o animal e ainda paguei o meu jantar que estava tão aborrecido como a companhia.

 

romeu & juliet

john ross

The world’s greatest love story is told through Nureyev’s inventive choreography with sumptuous costumes and sets that transport you to the grandeur and bustle of Renaissance Verona. Prokofiev’s exhilarating and memorable score played by the Orchestra of English National Ballet is the very heartbeat of this tragic tale of love and destiny. Rudolf Nureyev’s award-winning production of Romeo & Juliet was especially created for English National Ballet in 1977 to celebrate the Queen’s Silver Jubilee. The Company has since performed it worldwide to critical acclaim.

Choreography Rudolf Nureyev; Music Sergei Prokofiev; Design Ezio Frigerio; Lighting Tharon Musser; Restaging Patricia Ruanne and Frederic John

english national ballet

cheguei de portugal e fui ao londom coliseum matar uma curiosidade. nunca tinha ido ao ballet e aqui os preços são bem mais acessíveis por isso não havia desculpas. a música já se sabia boa. o resto foi tudo descoberta.

que se ouvem os passos do palco quando eles saltam. que apesar de se conhecer a história é sempre possível encontrar emoção nos movimentos. e que não sei bem porque é que nunca tinha ido ao ballet. mas nada que não se resolva. há um cisne negro para o próximo mês.

Tagué

NOM NOM NOM

depois de meses emigrada e a sofrer por privação de comida a sério (subentenda-se nada desta merda a que esta gente aqui chama de comida.) as minhas papilas gustativas estão prontas para orgasmos. por deus. estou capaz de engordar 5 kg porque posso. porque quero. *baaaaaaaaaaaaaba*

pois, não fui a casa no natal, não vou na passagem de ano. pfff nada disso que é muito caro. não. vou a casa, se as coisas não correrem mal (é sempre possível comigo), na semana a seguir. e por deus custou-me o mesmo que ir comer a um restaurante merdoso aqui.

estou feliz. a sério que estou. porque espero ainda apanhar com resquicíos do natal. bolo rei sei que sim, de certeza. mas não dizia que não a rabanadas. e vou comer bacalhau do bom. arghhhhh *baba*

em conversa com o zé, enquanto informava das datas da tour por portugal o comentário dele foi-me direitinho ao coração. ‘não espero menos que um almoço de domingo digno de casamento. com leitão. mínimo.’ e pronto desde esse momento só consigo ver isto á frente dos olhos.

will the lights save me from the darkness?

mais uma pista sobre a minha mais recente aquisição

 

dia de passeio

hoje foi o dia. em que fui ver com olhos por detrás da objectiva aquilo que é o meu dia a dia. com o olho na maravilha das luzes e dos detalhes. hoje foi dia de ir ao winter wonderland do hyde park. e é mesmo tudo o que o nome promete. o hot chocolate e roasted nuts deixou-me com a certeza que amanhã levo dinheiro. e alguém consegue ver ali pelo meio a razão pela qual fui passear de noite?

porque ser pobre é só mesmo sinónimo de se procurarem pechinchas

a minha cadeira ikea e respectiva almofada primark, o tripé da máquina que faz parte do decor do quarto e o meu novo espelho em tamanho grande para poder ver bem se está tudo aceitável e apresentável quando saio de caso. sabe deus como é que eu tenho saído nestes últimos 3 meses.

porque a vidinha está cheia de futilidades

de cima para baixo: loja de caridade (£2), h&m (£3.99) e primark para o resto (estranhamente tudo caro por comparação). ohh eu toda contente a curtir a neve com a minha capa navy e luvas para fazer pendant.

porra finalmente posso beber chá, chocolate quente, café….

só tive que esperar que a argos (a melhor amiga dos pobres) voltasse a ter uma kettle aceitável. e foram só precisas 4,99£ para fazer de mim uma gaja feliz. isso e comprei talheres na semana passada. oh yeahh baby. quando me mudar estou tramada.

a vida dentro do autocarro

é um mundo aparte. passo lá quase duas horas por dia. a maioria dos dias há só muita gente, maus cheiros, ficar em pé. e desesperar por sair. mas depois há dias em que acontece qualquer coisinha.

atrás de mim um casal de adolescentes. lésbicas veio-se a saber pelas trocas furtuitas de saliva. mais á frente um rapaz incapaz de disfarçar que o que lhe passava pela cabeça era uma fantasia bem divertida.

é divertido andar de autocarro? é.

e pela primeira vez vi neve na minha vida

é verdade. nunca tinha visto neve. toda a gente parece ter dificuldade em acreditar mas é verdade. dia 1 de dezembro foi o primeiro dia em que vi nevar. quando acordei a vista da janela era aquela que se vê na primera foto. mas o manto branco só se instalou no dia seguinte. as redondezas estão brancas e a cidade ganhou uma luminosidade que já me fazia falta. agora ando enterrada nas questões logísticas de lidar com a neve. tenho que aprender certo?

agora os planos passam por fazer um boneco de neve e atirar umas bolas de neve. e ir fazer ice skating ao winter wonderland do hyde park. que passo por lá todos os dias. mas depois do trabalho ir partir as duas pernas não é exactamente o que me apetece.

comida.

Pearls Before Swine

pearls before swine

sabem que antes de sentir falta das pessoas o que senti mesmo falta foi da comida? e confessei-o em conversa à minha prima. acho que ela não entendeu o desespero que é tudo ser frito. tudo.

aproveitar cada cantinho

e este é o que demorou mais tempo. os tipos do ikea ainda demoram a fazer entregas e depois uma pessoa ainda tem que ir pedir aos vizinhos ajuda (madeirenses. pá, vá, o rapaz é boa pessoa. mas pronto. coiso. barulhentos. e foi ele que me montou a secretária. só pedi a chave de fendas emprestada. um fofo no fundo. mas tratou-me o tempo todo por você. estranho. estranho).

decidi-me pela cadeira em azul. para dar mais um bocado de cor. olá ataque epilético!

colar logo um rato do banksy que são companhia essencial, um postal que me chegou cá e me delicia saber que mesmo longe há quem pense em mim (estou à espera da tradução in person), a verdadeira to do list, deixar repousar o mackie e atacar aquela pilha toda.

para começar. as temperaturas já baixaram drasticamente e andar na rua não está com nada.

 

a pagar dívidas. it is decidely so.

não sou menina de pedir favores. não gosto muito da ideia de incomodar alguém. faz-me quase comichão na pele pensar que o estou a fazer. mas de quando a quando temos que os pedir. ou simplesmente aceitar os favores que nos são oferecidos. porque somos os dois demasiado parvos a verdade é que me parece que não lhe vou conseguir dizer que o favor que me fez é impagável. devolver parte do favor e dar de comer seria o mínimo. e porque gosto mais de fazer compras para os outros que para mim arranja-se sempre um pretexto para uma bola mágica.  e bottomless coffee.

 

o que se promete fica-se a dever

e se das duas vezes que cá estive nunca cá tinha ido e sempre com a palavra na boca de quando para cá viesse esta menina não me escapava. feito.

o dia é de correr lojas vintage e dançar ao som de músicas parvas

correr não sei quantas lojas vintage. dançar na cave de uma ao som de músicas que só trazem recordações estúpidas, encetar boas conversações com os donos das lojas e comer rebuçados. ouvir legendary tiger man ao entrar aqui. sentar-me de exaustão aqui. e pelo caminho ‘olha ali aquela. vamos?’ vamos. a todas.

o dia é de passeio

mas o tempo passa-se sempre dentro de cafés a beber chá. a olhar lá para fora e deixar a conversa correr. porque tudo que tenha côr puxa por mim e o brick lane é sempre colorido. especialmente dando um salto à pow e riscar uma coisa da lista.

porque isto é quase uma novela reles

há que fazer a actualização. o cavin, senhorio giro e tal, já me levou o mono também conhecido por televisão. não lhe cheguei a mandar mensagem porque ponderei que se calhar caia mal e ainda aqui tenho que viver uns meses. menos drama que a minha vida sozinha encontra maneiras de se auto dramatizar sozinha e eu escuso de andar a lançar achas para a fogueira. adiante. pedi-lhe muito fofa, que eu sei ser isso de quando em quando, e ele não deixou a coisa para depois. foi logo. ahh não sophia é agora e já. até lhe ter pegado e percebido que a televisão era pesada. muito. eu que até mudo armários sozinha porque estou aborrecida achei pesada. portanto, devia ser mesmo pesada. ainda tentou perguntar se o resto do pessoal do prédio queria a televisão. não sei se alguém a quis ou não. sei é que estava eu já descansada há muito a pensar ‘branco ou azul?’ e ele brinda-me com uma mensagem. OMG. that tv was REALLY heavy. pois. humm branco ou azul?

sabemos que estamos longe

quando chega o caixote de malas, sapatos, botas e mais uma roupinha. e os livros de psiquiatria que me vão fazer companhia. e estas coisas chegam e parece que é natal neste flat.

live the life of a rock star

o zé diz que eu devia ir viver a vida de uma rock star chick. que é como quem diz : date a band member. não interessa que banda nem que membro da banda é. viver a estética da coisa simplesmente. claro que as conversas degeneram sempre para o terrítório do facilitismo sexual. sempre. shag a band member. shag the drummer, shag the guitar player, shag the lead singer. eu nunca me fico por menos. shag the crew. all the crew. been there, done that. o date a band member claro. não o shag the crew. muito mais aborrecido que se possa pensar. novamente o date a band member e não o shag the crew.

tenho perfil para isso? acho que não. encostada a um sofá encardido num bunker escuro e com aromas esquesitos e que é um dos clubes mais hipsters de west london esperava para me poder despedir de uma pessoa. isto enquanto vários band members andavam a descarregar parafrenália para o concerto da tarde. e enquanto via desfilar aquele pessoal só conseguia pensar nesta música. o ruivo com ar ‘eu sou enfezado que aleija mas tão indie que doí ainda mais’ olhava-me com um misto de ‘eu faço parte de uma banda e sou cool’ e ‘eu sou uma pessoa e tenho sentimentos e tu estás-me a julgar’. e quanto mais o ar deslizava para a última opcção e cada vez que passsava perto de mim baixava os olhos para não ter que me ver com um sorrisso sarcástico que cresceu na minha cara cada vez mais eu tinha a certeza que se calhar não.

porque é que não voltas daqui a pouco, bebes um copo e assites ao concerto? (último da tourné e temos bué pessoal que vem ver-nos). é melhor não. o ruivo, coitadinho, já não aguenta muito mais tanto julgamento e daqui a nada começa a chorar. pá é o último concerto deles.

 

de engates ou como desbloquear conversas

quem, porventura até segue este blogue atráves do meu facebook pessoal já deve saber o quanto eu acho que a minha vizinhança (na rua, os sacanas de cima continuam a ser uns coirões a quem deviam arrancar os pés) é o máximo. a comunidade africana acha que eu sou uma beautiful girl, as lésbicas e pessoal abaixo dos 18 adoram os meus sapatos rosa neon (nunca os mostrei? shame on me) e em geral os indian/pakistani são fãs das minhas características.

a saber, o senhor onde faço o top up do telemóvel, após olhar fixamente para mim durante o tempo que demorava a sair o talão com o voucher, disse simplesmente, beautiful haircut. ahhhumm thank you. *olhar de lado*

hoje foi a vez do tipo da loja da candonga de telemóveis da esquina que os desbloqueia. (sim, aqui em qualquer lado dá para desbloqueaer telemóveis. não é num sítio refundido qualquer e em que quase é preciso uma senha e contra senha para entrar) entreguei os telemóveis, fui às compras e quando regressei houve ali uma falha qualquer do sistema informático e não deu para o fazer. tudo bem, espera e não espera para tentar novamente.

- sabes, depois disto vamos jantar juntos.

- não, obrigada.

- vamos sim. vais-me dar o teu número e vamos sair.

- humm obrigada mas estou demasiado cansada.

- sabes, pareces muito profissional. e tens uns olhos tão bonitos. estás a trabalhar?

- sim.

- e és de onde?

- portugal.

- ohh uau. e falas tão bem inglês.

- ahhhunn obrigada. estudei inglês na escola.

- e vives aqui perto não é?

- pois.

- eu também. podemos ir beber um copo depois de eu fechar. os teus olhos são mesmo bonitos.

- obrigada mas não, obrigada.

- ou podemos ir beber um café a tua casa.

- não.

- na minha?

- não.

- os telemóveis só amanhã é que os consigo desbloquear.

- ok. então até amanhã.

- então vamos ver-nos amanhã outra vez.

*anda depressa mas não corras*

bem vindo ao mundo encantado

ora parece que vou trabalhar por uns tempinhos para uma empresa assim dada ao luxo. e à extravagância. tudo bem. mas só quando nos apercebemos que os valores de que se falam vão sempre acima de um dígito qualquer seguido de pelo menos 3 zeros, que há treino específico para lidar com clientes milionários da rússia, arábia saudita e china entre outros e como lidar e comportar-se perto de celebridades  é que uma gaja se apercebe: pá, sério? 1 em cada 161 é que consegue? e escolheram-me a mim? a mim? naaaa. devem-me ter confundido com alguém. de certeza.

devagar mas aos bocadinhos isto até se vai parecendo com uma casa.

estava só a precisar de cor. e agora da secretária. e depois podemos até gostar mais de estar aqui barricada. a olhar para a neve lá fora. que mal posso esperar por isso.

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