Classé dans ao vivo e a cores

romeu & juliet

john ross

The world’s greatest love story is told through Nureyev’s inventive choreography with sumptuous costumes and sets that transport you to the grandeur and bustle of Renaissance Verona. Prokofiev’s exhilarating and memorable score played by the Orchestra of English National Ballet is the very heartbeat of this tragic tale of love and destiny. Rudolf Nureyev’s award-winning production of Romeo & Juliet was especially created for English National Ballet in 1977 to celebrate the Queen’s Silver Jubilee. The Company has since performed it worldwide to critical acclaim.

Choreography Rudolf Nureyev; Music Sergei Prokofiev; Design Ezio Frigerio; Lighting Tharon Musser; Restaging Patricia Ruanne and Frederic John

english national ballet

cheguei de portugal e fui ao londom coliseum matar uma curiosidade. nunca tinha ido ao ballet e aqui os preços são bem mais acessíveis por isso não havia desculpas. a música já se sabia boa. o resto foi tudo descoberta.

que se ouvem os passos do palco quando eles saltam. que apesar de se conhecer a história é sempre possível encontrar emoção nos movimentos. e que não sei bem porque é que nunca tinha ido ao ballet. mas nada que não se resolva. há um cisne negro para o próximo mês.

Tagué

interpol | sbsr

perfeito. milimétrico. irrepreensível.

interpol | 13.º festival super bock super rock | 5 julho 2007

scissor sisters | sbsr

JAKE JAKE JAKE! tempo de revisões de matéria. e desta vez com espaço para dançar, dançar, dançar, dançar, dançar. se tive vontade em abril consegui satisfazê-la em julho. com jake imparável e ana a fazer as honras da casa. i love our giant cock. and lesboa.

scissor sisters | 13.º festival super bock super rock | 5 julho 2007

tv on the radio | sbsr

o coração batia mais forte. intenso. lindo, lindo, lindo. é o que se diz quando não se consegue dizer mais nada. mas quando se consegue pondera-se que se perdeu muito por os instrumentos se terem sobreposto às vozes. e tv on the radio são as vozes. só lá faltou o mr. grieves. and i still believe in him. oh yes i do.

tv on the radio | 13.º festival super bock super rock | 5 julho 2007

the gossip | sbsr

uma curiosidade por culpa de um amigo pop. uma surpressa tão positiva quanto intensa. aquela voz, aquele delírio de conversa com o público. a presença em palco. e a música. curiosidade satisfeita. gosto criado.

the gossip  | 13.º festival super bock super rock | 5 julho 2007

x-wife | sbsr

não me canso do som sujo. tempos houve em que julgava que nunca tinha assistido a um concerto deste trio com boa qualidade de som. muitos concertos depois sei que a influência punk não têm nada a ver com qualidade de som. têm a ver com atitude.

x-wife  | 13º. festival super bock super rock | 5 julho 2007

micro audio waves | sbsr

sabem o que fazem e fazem-no bem. push doooownnn gently

micro audio waves  | 13.º super bock super rock | 5 julho 2007

andrew bird | teatro académico de gil vicente

de vez em quando até me esqueço das coisas.

andrew bird | teatro académico de gil vicente | 30 maio 2007

scissor sisters | coliseu dos recreios

anaridingjake.jpg

i felt like dancin’ all night

scissor sisters | coliseu dos recreios | 27 abril 2007

josé cid | fnac coimbra


eu confesso que esta imagem me assusta… mas, malfadado mas, o zé cid é um mestre… foi só um petit showcase, ele nem cantou, estava afónico e houve umas questões que envolveram injecções de cortisona, mas a sua presença bastava para alegrar a sua imensa turba de fãs, não tocou ‘favas com chouriço’ nem ‘como macaco gosta de banana’ mas prometeu que se vier à queima o faz. estamos todos esperançados. não cantou mas não se calou.
‘dizem todos i am e nem percebem que é sou presunto’

Na cabana
Junto à praia
Entre as dunas e os canaviais
Só o vento
E o mar
E as gaivotas

ahhh as memórias, não tivesse eu feito promessas.

josé cid | fnac coimbra | 15 setembro 2005

académica 1- 0 vitória de guimarães

a académica recebeu em casa, o estádio cidade de coimbra, o vitória de guimarães no jogo que encerrava a 10ª jornada. numa noite fria, com uma audiência de 6085 pessoas que acharam que era uma boa noite para ir aquecer as gargantas. mas os atletas claramente ressentiram-se dos ares frescos e o jogo não passou do morno, se bem que momentos houveram que a esperança escalou uns níveis com jogadas de claro interesse e lances mais disputados. o mapa do jogo foi praticamente todo desenhado no meio campo academista, com perigosas permanências prolongadas na sua grande área mas com falta de pontaria vimarenense o suficiente para que os seus remates perigosos nunca se tenham concretizado e não tenham passado de sustos. outra recorrência do jogo foram os cartões amarelos distribuídos a ambas as equipas e também o vermelho que reduziu o vitória a 10 elementos em campo. com todos estes momentos cartolina é claro que o jogo redundou em demasiadas paragens e a velocidade do jogo andou perto do parado.

Ficha de Jogo (roubada do Terceiro Anel, que eu gosto da bola mas não tanto)

Árbitro: Paulo Costa (Porto)

ACADÉMICA – Pedro Roma; Nuno Luís, José Castro, Danilo e Lira; Nuno Piloto (Zada, 90 m), Roberto Brum e Paulo Adriano; Luciano, Marcel (Joeano, 85 m) e Filipe Teixeira (Pedro Silva, 89 m).

V. GUIMARÃES – Nilson (Paiva, 90 m); Moreno (Zezinho, 76 m), Dragoner, Medeiros e Cléber;
Flávio Meireles, Svard, Neca e Benachour; Dário (Targino, 61 m) e Saganowski.

Golo: Marcel (15 m)

Cartão amarelo a Filipe Teixeira, Roberto Brum, Paulo Adriano, Svard, Moreno, Danilo, Flávio Meireles, Zezinho e Benachour.
Cartão vermelho directo a Medeiros (39 m), por cotovelada no rosto de Paulo Adriano.

Mais promenores e uma análise de quem percebe do assunto um saltinho ao Terceiro Anel não doí.

Fora das quatro linhas o interesse do jogo estava todo nas ‘bocas’ vindas das bancadas. Mimos como ‘Já ias tratar dos olhos’, ‘Se não vês nada vai para casa’, ‘Filho da P*** do c***** do árbitro que está a precisar de um cão guia’ para o árbitro; ‘Raios parta o c****** do careca’, ‘P******** que anda a passear a bandeira não sei para quê’ para o fiscal de linha.
Mas a melhor frase da noite foi mesmo ‘Se não vês a ponta de um corno guia-te pelo outro meu grande c*****.’

Recordo-me do slogan que nos permitiu ser anfitriões do Europeu de Futebol de 2004: WE LOVE FOOTBOAL !!

rudresh mahanthappa quartet + jacc workshop orchestra | teatro académico de gil vicente

Last night for an enconter half way betwen the upper and the low part of the city.

This encounter was scheduled with Rudresh Mahanthappa Quartet, responsable to close the first half of this festival.

For the first time in Europe, Rudresh Mahanthappa – saxophone, Vijay Iyer – piano, François Moutin – bass and Elliot Humberto Kavee – drums, came to present their most recent record ‘Mother Tongue’, third of their career, to a public that is not polyglot.

Rudresh Mahanthappa, with na indian origin but living over 20 eyers in the USA, when confronted with questions about his spoken indian he says that in Índia there are seven ways to aswser, according to the language spoken.

And it’s that language, in form of improvised music, that makes the sound connection between the verbal response and the musical transcription.

In a concert with several velocities were Rudresh interpreted virtuously, in high speed or contemplatively, witch associated to the technique, the style and the tonal variation make of him one of great sax players of today.

Never forgettin the three gentlemen that accompanied him, capable of not leaving a space free from sound. However, not even the abilitys of this four musicians was capable of getting an enthusiastic response from the public.

The official closing was left on the hands of bass player/composer/director Adam Lane, head, in the USA, of one of the most interesting ensembles of the last years, The Full Throttle Orchestra.

He was invited to command the JACC Workshop Orchestra, in witch is supposed to bring together several improvisers from different places of Portugal.

With this project, and for some days before the presentation in concert, in this case closing the festival, the improvisers work with an invited composer and director.With a robust sound it was possible to listen to five unexpected compositions, with constant and surprising variations of rhythm, in a fusion of free jazz/hard bop/blues.

The room ended full, without ovations, but with the feeling that the second part brings more.

To close in the best way possible, the last and final encounter was scheduled to Salão Brazil around a Jam Session.

What else can be said? November will be a good month for jazz in Coimbra.

rudresh mahanthappa quartet + jacc workshop orchestra | encontros internacionais de jazz de coimbra parte I teatro académico de gil vicente | 4 junho 2005

texto disponível em clix música | linguagens de encontro


michel portal + louis sclavis | teatro académico de gil vicente

Whatever expectations for this night were widly overcome by the concert of the day two.

There were reasons for these expectations, because the night before hade little enthusiasm, this is supposed to be, according to the specialized critic, one of the best jazz festivals happening in Portugal and, last but not least, the three gentlemen on stage have there names carved in the contemporary jazz history.

Michel Portal in the clarinets and saxophones, Louis Sclavis in the clarinets and soprano saxophone, Sébastian Boiseeau on the bass and Daniel Humair in the drums are gifted in such a way that are able, on there own, to raise the thermometers on the room.

Thanks to their technical malabar’s that surprise, much because of the years that are surely written on these gentlemen ID’s, these quartet grab the attention of all of the presents.

With an hypnotic rhythm served by the bass and the drums giving the rhythm to the struggle between the clarinets, with their high sounds that filled the air.

Always without forgetting that jazz is universal, with was possible to make a little trip to several coordenads of the globe, courtesy of compositions that could be associated with many parts of the known world, thanks to eight fantastic hands. And the audience responded with reverence.

The silence would give the opportunity to listen to the breath taking and some of the misplaced vocalizations.

Earned encore, for the audience and for the musicians, were a composition asked for someone in the audience was interpreted bringing the night to a standing end and an ovation.

For the second part of the night a descend to the river were, at Quebra Club, took place the first Jam Session with several musicians that participate in this festival.

Nothing better to close the night of excellency than to see, coming to shape, music that has as much of surprising for those listening and for the ones playing.

michel portal + louis sclavis | encontros internacionais de jazz de coimbra parte I | teatro académico de gil vicente | 3 junho 2005

texto disponível em clix música | malabarismo musical

joão paulo + lou grassi’s avanti galoppi | teatro académico de gil vicente

It was a chilli start for the first night of Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra.
The opening was in the fingers of João Paulo, that taking the command of the keyboard improvised for an audience with little motivation.

This Portuguese piano player with many years of career, is first album ‘Serra sem Farol’ goes back to 1995, and many awards like Médaille d’ Or, Prix Jacques Dupont, Prix d’ Excellence e Prix de Perfectionement.

Works regularly with other Portuguese musicians such as Tomás Pimentel, Carlos Martins, Pedro Caldeira Cabral, Mário Laginha, Pedro Burmester and Maria João, among others.
In this presentation, besides the free improvisations, there was space for improvisations of popular themes in witch shows an admirable technique, despite it’s extended and too strange improvisations did not bring any enthusiasm to the audience.

Closing the night Lou Grassi’s Avanti Galoppi, with Lou Grassi on the drums, Rob Brown on the saxophone, Herb Robertson no trumpet and Ken Filiano on bass, brought there latest work ‘Avanti Galoppi’ in witch there is compositions of the four members of the quartet.
Thanks to this we can hear a program stylistically diversified. The night was condemned to repeat itself, and the audience was not thrilled with the extremely long improvisations of this quartet.

Even considering the excellency of this musicians, for whom the stage is there natural environment, and the quality of the concert, in the end of this first night there was a bit of disappointment.

In a night dedicated mainly to the art of improvisation the abundance of chairs stripped from human presence brought the temperature down.

And none of the concerts could bring it up. The second night is surrounded with great expectative.

joão paulo + lou grassi’s avanti galoppi | encontros intercionais de jazz de coimbra parte I | teatro académico de gil vicente | 2 junho 2005

texto disponível em clix música | improvisações

paul murphy | quebra club

Paul Murphy was first bitten by the DJ bug in the late 70’s when he was promoting a club night The Kingswood Club and the DJ did’nt turn up due to inclement weather. A string of Chitlin Circuit gigs followed till the big moment finally arrives with the opening JAFFAS. at The Horseshoe, Tottenham Court Road W1. The club was the first to mix jazz with the infant Jazz Dance scene. Guests included British acts such as Morrisey Mullen, Paz, Breakfast Band, Gonzalez and the legendary Heath Brothers (on the night of the Brixton Riots!!).Further mishaps and adventures followed including a year running a shop (Fusion Records) in Clerkenwell and promoting a concert at the YMCA featuring Brazilian singer/pianist Tania Maria. Other gigs and clubs Paul Murphy has played include: The Electric Ballroom Camden Town, where Paul started the now legendary Jazz Room, The Wag Club Soho W1, The 100 Club, Oxford Street, London W1, The Comedy Store, London W1 and The Sol Y Sombra, Charlotte Street, London W1. In 1984 to 1986 Paul ran Palladin Records which released the now seminal Venceremos by London based collective Working Week. He also released LP’s by Tommy Chase, Jimmy Mcgriff and Phil Upchurch amongst many others. Paul Murphy was also the first WIRE Magazine DJ of the Year in 1985.Eddie Piller of Acid Jazz rediscovered Paul in Ireland after his mysterious disappearance from the club scene at the beginning of the 90’s.Paul took up his offer of a residency at the much missed Blue Note club in London’s Hoxton Square. This put Paul right back in the spotlight and soon offers to record and DJ were pouring in and Paul is now running Afro Art Records, the London based label founded by former Ballistic Brother Ashley Beedle.

no próximo dia 28 de maio, pertinho do rio.

perry blake | santiago alquimista

Com os devidos atrasos, afinal Portugal fica aqui tão perto, Perry Blake surgiu perante a plateia que encheu o Santiago Alquimista para o ver ou rever, ou quem sabe só mesmo para matar saudades. Da sua voz soporífera e dos seus versos inconsequentes. Acompanhado apenas por piano e contrabaixo, Blake construiu um ambiente intimista sustentado pelo espaço, que despiu as suas canções de tudo para além do momento. Quase nem se deu pelo novo álbum ‘The Crying Room’, susposta razão das datas em Portugal, para além da apresentação do livro de letras ‘These Pretty Love Songs’ (editado pela portuguesa Quasi). O próprio Blake fez questão de salientar “que não nos queria aborrecer muito”. Preferiu recorrer aos seus trabalhos anteriores, com a certeza de palmas e coro de fundo por parte dos presentes. Como aconteceu com ‘Califorrnia’, ‘ Lies lies lies’ ou, já para o final, com ‘Pretty Love Songs’. Este senhor é um conhecido dos que decidiram passear pelos lados do miradouro de Santa Luzia, e mesmo não tendo o génio daqueles para os quais nos remete, como Cohen ou Neil Hannon, quem lá esteve desculpou-lhe isso e a dificuldade em dizer algo que não fosse apenas para ele mesmo. Pois Perry Blake, já depois do regresso ensaiado, assentiu aos pedidos do público e cantou, para embalar o que restava da noite, ‘Ordinary Days’. Apontamento ainda para a versão instrumental de ‘Forbidden Colours’ de David Sylvian com Perry Blake em parte incerta mas que conseguiu arrancar à plateia a primeira ovação da noite. Porém a verdade não deixa de ser evidente, em formato minimalista as canções empobrecem e sente-se a falta das cordas, do ritmo da bateria, enfim, sente-se a falta das versões originais e nem o encanto do irlandês nem um concerto sem mácula o conseguem alterar. Falta-lhe a estrela que distingue os bons dos geniais. O que Blake veio apresentar foi uma grande canção de embalar. Quando saiu do palco depois do tradicional ‘obrigado’ se tivesse acrescentado ‘durmam bem’ ninguém estranharia. Provavelmente muitos iriam mesmo dormir.

texto disponível em clix música | ninguém chora


21º aniversário | quebra costas

quase como uma segunda casa muito nocturna e musical. já que se vai ao aniversário dos amigos a verdade é que não se pôde recusar um convite tão especial. só mesmo para comer uma fatia do bolo.

21º aniversário | quebra costas | 4 maio 2005

puta de vida | teatro estúdio bonifartes

as revoluções à volta do corpo das mulheres. vendidadas, mal tratadas, infelizes. só se notou o excesso de amadorismo.

puta de vida | tetro estúdio bonifartes | 12 abril 2005

puta de vida | cooperativa bonifartes

a cooperativa bonifrates voltou a apresentar “puta de vida” para comemorar as suas “bodas de prata” estreando a 16 de Março. trata–se de uma encenação de a. kowalski, com fixação de texto e dramaturgia de joão maria andré. os espectáculos com apresentações nos dias 6, 8, 12, 14, 20, 22 25, 27 e 30 de abril, sempre às 21H45, no teatro–estúdio bonifrates (casa municipal da cultura). esta produção é resultado do convite especialmente feito a um encenador exterior à própria cooperativa, tratando–se também e por isso mesmo de um espectáculo que correspondeu a uma metodologia de trabalho diferente, coordenado por andrzej kowalski, e em cuja estruturação e criação participaram activamente todos os que se envolveram neste grupo de trabalho. o espectáculo tomou como ponto de partida ideias do livro “puta de prisão”, de isabel do carmo e fernanda fráguas, e resulta de uma criação colectiva dos actores da bonifrates com a coordenação de a. kowalski. a propósito da prostituição, a peça fala sobre formas de vida, de vida humana, escritas no corpo de quem é mulher. uma peça sobre corpos vendidos, corpos espancados, às vezes espantados, despertos e vivos ou apenas morrendo, entre sonhos e frios, gestos e gritos, manhãs sem luar e noites sem dias. uma peça em pedaços, com peças de vida, com vidas dispersas e rumos infindos…

old jerusalem + the unplayable sofa guitar | museu dos transportes

embalos acústicos. de beleza extrema.

old jerusalem + the unplayble sofa guitar | museu dos transportes | 9 abril 2005

logh | o meu mercedes é maior que o teu

the contract and the killer em versão obscura. de regresso a um templo de pedra.

logh | o meu mercedes é maior que o teu | 8 abril 2005

superpitcher | via club

grande dj set aquele com que superpitcher nos brindou nesta madrugada. grande maneira de se começar um novo dia, um grande fim de semana e melhor ainda para acabar uma semana de puro desvairio…
apesar do imenso cansaço acumulado e de a via só ter começado a encher depois das três – tarefa ingrata para david rodrigues já que o seu excelente warm up set foi feito para particamente apenas as paredes – quando um ser alourado e com um lenço no pescoço tomou os partos sob assalto nem memória restou do sono. dançar até ao nascer do sol sempre com coordenadas de qualidade. superpitcher until the sun rises.

superpitcher | via club | 8 abril 2005

a naifa | auditório da escola superior de engenharia de coimbra

para fechar um dia de altos e baixos nada melhor que me brindar com canções subterrâneas. que não se pense que o fado é só saudade. fado é canção e música. e música, as canções ,sejam fado ou não, existem nos que as criam e nos que as ouvem. aqui subterraneamente fechados num canto de esquina com uma guitarra portuguesa acompanhada por instrumentos que não privam comummente com ela temos a música feita luz. ou melhor, feita sombras. com a voz a tirar-nos das sombras e a lançar-nos para dentro de poesia…fado não é saudade. fado é identidade. não vale a pena sermos velhos do restelo, deixe-mos a nau partir e trazer novos mundos ao mundo.

a naifa | auditório da escola superior de engenharia de coimbra | 6 abril 2005

publi ferdoc | casa municipal da cultura

publicidade de todo o mundo. sempre com um toque de humor. o que de melhor se faz.

publi ferdoc | festival de criatividade e comunicação | casa municipal da cultura | 6 abril 2005

x-wife | teatro académico de gil vicente

para terminar bem uma noite nada melhor que uma descarga de enegia. punk rock sujo e ter nascido noutro sítio que não nova iorque. numa sala menos limpinha e parecia tudo mentira. smell the apple.

x-wife | semana cultural da queima das fitas 2005 | teatro académico de gil vicente | 2 abril 2005

the legendary tiger man | teatro académico de gil vicente

o homen tigre mais sexy do mundo…como cada vez mais subscrevo as palavras dessa louca e por depilar peaches…é verdade paulo furtado quando encarna o seu lado animal e sobe ao palco a sua música ganha uma vivência tão luxuriosamente sexy. blues do mondego com todos os membros no mississipi.

the legendary tiger man | semana cultural da queima das fitas 2005 | teatro académico de gil vicente | 2 abril 2005

mazgani | teatro académico de gil vicente

a oportunidade de perceber ao vivo porque é que a l’Inrockuptibles crê que se deve manter este projecto debaixo de escuta atenta nos próximos anos. só tenho uma coisa a dizer: quando o álbum for editado eu quero…alturas ouve em que parecia que jeff buckley estava vivo.

mazgani | semana cultural da queima das fitas 2005 | teatro académico de gil vicente | 2 abril 2005


dois perdidos numa noite suja |oficina municipal de teatro

soube bem rever dois perdidos numa noite suja….aqueles dois homens perdidos dentro deles…dentro da sua noite do entendimento…agarrados à ideia que são uns sapatos, uns míseros sapatos a razão que nos impede de mudar, de prosseguir, de evoluir…de ser mais qualquer coisa para além daquilo que somos agora. e todos nós temos os nossos sapatos…que tenhamos a lucidez de os tirar do armário…de dizer-lhes que não precisamos deles … e que sabemos andar sozinhos…ou será que isto é tudo mentira…?!?! uns sapatos..eu só preciso de um par de sapatos

dois perdidos numa noite suja | oficina municipal de teatro | a escola da noite | 31 março 2005

t model ford + the sherman robertson band | teatro académico de gil vicente

t model ford é quase tão antigo quanto o modelo que escolheu para nome. caminha com dificuldade para a cadeira que o espera no centro do palco, senta-se com esforço. mas quando toca os seus blues os anos nunca passaram por ele. e é mais jovem que eu. toca os seus blues e deleita a plateia com quase duas horas de puros sons do mississipi. sem falhas, sem pontos baixos.
quando, depois de regressar por duas vezes ainda, deixa finalmente o palco a plateia agradece de pé.
e quem foi que pensou que este seria o concerto de abertura?
the sherman robertson band substituíram um dos nomes grandes desta programação mas certamente não deixaram arrependidos quem se deu ao trabalho de os escutar.
mais a sherman robertson, o show men do blues, vermelho escarlate, porque aqui o objectivo é entreter. e faz-lo com mestria sendo por isso reverenciado pelos seus companheiros de músicas.
e no último dia foi em festa que se encerraram as hostilidades da mississipi portuguesa.o coimbra em blues regressa para o ano. ou então não.

t model ford + the sherman robertson | II coimbra em blues | teatro académico de gil vicente | 19 março 2005

sickom | teatro académico de gil vicente

e quando a banda sonora é nick cave e jeff bucley e versa a temática da cultura da noite e da droga…e é grátis só se pode ter uma belíssima oportunidade de ver teatro.vermelho ama (muito) azul.

sickom | vermelho ama azul | teatro académico de gil vicente | 12 março 2005

quinteto tati + dead combo | teatro académico de gil vicente

não foi a primeira vez que tive a oportunidade de ouvir os acordes desviados de uma guitarra e de um contrabaixo vadio…como a noite dos recantos tortuosos do bairro alto. não sendo novo, não sendo novidade é sempre bom cruzarmo-nos com um gato preto como a noite. e quando o fim chega e se reclama mais do encontro de tantas coisas que exigem uma classificação própria tem-se que voltar ao princípio. os Dead Combo são a prova de que nem todas as viagens são perdidas… é nelas que por vezes nos encontramos.

o sexteto que dá pelo nome de um conjunto de cinco músico está dotado da capacidade da retórica. o discurso, a palavra…e as notas que são letras que formam palavras nas frases de cada acorde. nunca se sabe muito bem quando jp simões deixa o discurso para entrar na canção, talvez para ele seja tudo um contínuo. isso também não interessa. o que nos deslumbra é o desfile de rumbas, tangos e o que demais serve de suporte a voz da qual vive o quinteto tati. e quinteto tati e sinónimo da língua lusa sem espaço para outra, porque nos momentos em que cede ao lugar comum saxónico o resultado soa a produto estranho.

o fado gabiru saiu à rua e a palavra tem a palavra numa única noite. cruzamento em esquinas de luzes profanas.

quinteto tati + dead combo | teatro académico de gil vicente | 9 março 2005

baile dos vampiros | teatro sá da bandeira

quando os deuses não estão do nosso lado só resta ter a pena de por muito que gostemos de um ou mais álbuns a verdade é que ao vivo…simplesmente não é o mesmo. podia ser melhor..ou então pode ser pior como foi o caso. espero nova oportunidade de rever ricardo villalobos sem elementos distratores…

baile dos vampiros | fantasporto 2005 | teatro sá da bandeira | 5 março 2005

kimmo pohjonen | teatro académico gil vicente

todas as críticas lidas acerca deste senhor poderia alguma vez preparar-me para igual experiência. à entrada em palco apresenta-se como que trajado para uma cerimónia que exige respeito e preparação anterior. e foi de facto de uma intensa cerimónia sensacional que decorreu dentro daquela sala demasiado pequena para uma sonoridade tão espaçosa que, no entanto, conseguiu alargar o espaço físico do teatro. derrubou todas as paredes convencionadas para a música que se diz de cariz popular, porque pertence ao folclore de uma cultura especificamente conotada a um tempo e a um espaço. e também se diz que por muita boa vontade que se tenha jamais um estrangeiro àquela cultura a poderá entender, percepcionar ou mesmo sentir de forma suficientemente real. um acordeonista finlandês consegue só ele, o homem em cima do palco, dizer-nos na cara: é mentira! vós todos podereis entender-me. a música é som, o som é sensação e a sensação é acultural. e diz-nos isto de forma tão profícua, tal como a riqueza dos sons que produz com o seu corpo, sim porque aquele acordeão brilhante é não mais do que uma parte amputada à nascença a kimmo, que para bem de uma humanidade informada ele encontrou novamente. e também nos fala suavemente ao ouvido como se nos quisesse embalar de volta a um mundo gutural. e guturalmente grita-nos e faz-nos sofrer com as suas dores auto infligidas. e o ritual continua. entre murmúrios que nos remetem para o imaginário budista ou pelas movimentações que nos lembram que há não muito tempo se louvava a natureza em terras europeias, pohjonen continua. absorto nos seus sons. e que sons são aqueles que se sentem físicos, espaçosos mesmo? não interessa. quase se sentia a música a ocupar o espaço vazio à sua volta. e para todos aqueles que não acreditam em objectos voadores não identificados talvez um concerto deste senhor os faça mudar de ideias. pelo menos no que diz respeito a objectos sonoros que ecoam fugazmente à nossa volta fazendo-nos regressar a terra, lembrando-nos que estamos sentados numa sala de espectáculos. e esses objectos que nos trazem a terra levam-nos outra vez de volta para a floresta mágica. e este movimento contínuo agrava, com tudo de bom que daí pode sair, a densidade das sensações. porque este é um espectáculo eminentemente sensacional, hedónico. as emoções essas ficaram dentro da caixa do acordeão. tudo o que nos é reservado é sentir plácida e violentamente tudo o que aqueles homens querem que sintamos. porque, certamente kimmo pohjonen cresce acompanhado por samuli kosminen. a envolvência criada pelos samples aplicados de forma tão rigorosa preenche o ar, não deixa espaço algum sem um pedaço de som que possa ser quase visto. o ritual nunca está completo só com o profeta. são precisos seres iluminados para preencher a noite. o engenheiro de som heikki isso-ahola e ari ‘valo’ virtanen responsável pelos desenhos de luz são também eles iluminados. apenas kimmo pohjonen não seria capaz de nos transportar para uma experiência quase religiosa. os seus homens de confiança ajudam na construção de uma experiência materializada à frente dos nossos olhos, à nossa volta, dentro de cada pedaço de cada um. esta experiência, se evidenciada em álbum só desabrocha para a beleza intensa quando experienciada ao vivo. todos nós deveríamos poder ver, não só ouvir. de preferência ouvir no final. já que a sensação extrema é a de que a qualquer momento posso deixar este mundo por isso deixem-me sentir intensamente antes de ir. quando morrer espero ouvir estes sons extremos de beleza cruel. ou outros semelhantes, também eles produzidos por seres iluminados. regressar ao palco três vezes significa que se gostou. ser aplaudido intensamente de pé, cerimoniosamente, com todo o respeito que um ritual exige é sinónimo que nós gostamos. muito. ouve uns quantos seres em coimbra que ontem à noite tiveram a oportunidade de serem iluminados pelo profeta pohjonen. e certamente se renderam, juntando-se aos seguidores deste errante do mundo. quando joão bonifácio pede “uma estátua para pohjonen, s.f.f.” eu concordo. voluntario-me para subscrever esse grande propósito. e acrescento: um kimmo pohjonen em cada lar. por favor!

kimmo pohjonen | kluster tour | teatro académico de gil vicente | 1 dezembro 2004

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